Política
Publicado em 17/11/2020, às 12h37 Joílson César/BNews Raul Aguilar e Luiz Felipe Fernandez
Com as outras duas maiores cidades da Bahia com uma disputa que promete ser acirrada no segundo turno, o prefeito ACM Neto (DEM), que engatou a sucessão na capital com Bruno Reis, nega que haja uma rixa "pessoal" com Rui Costa (PT) por Feira de Santana e Vitória da Conquista.
Consideradas duas cidades de grande importância no cenário estadual, principalmente com a chance de Neto sair como candidato ao governo em 2022, Feira e Conquista travam uma batalha entre candidatos do MDB, Herzem Gusmão e Colbert Martins Filho, da base do DEM, e os petistas Zé Neto e Zé Raimundo. A derrota do PT nos municípios fragiliza ainda mais a força de Rui e pode incentivar ainda mais a guinada do DEM, que já teve um excelente resultado nestas eleições no interior e também nacionalmente.
Questionado nesta terça-feira (17) sobre o racha na base de Rui Costa (PT), fortalecido após recente declaração do senador Angelo Coronel (PSD) de que o líder petista precisava "baixar a bola", Neto evitou entrar na polêmica. "Não vou nesse momento destratar ninguém, diminuir o governador, não cabe a mim fazer isso", disse o prefeito.
Apesar da declaração, Neto lembrou o ano de 2018, quando diz ter sido "esculhambado" por ter optado continuar na Prefeitura ao invés de disputar o governo, e garantiu que não terá o mesmo comportamento.
"Não é porque somos adversários que tenho que sair esculhambando ninguém, sei o quanto fui esculhambado, sei o quanto alguns até profetizaram o meu fim político em 2018: 'ACM Neto não vai se eleger mais a nada na Bahia'. Recebi tudo com resignação, calma, com a consciência que nada resiste ao trabalho bem feito. A prova está aí, a vitóriad e Bruno e o apoio que demos no interior em vitórias que foram contundentes, e 2022 vai ser uma nova história", salientou.