Política

Demissão de ministro foi para Bolsonaro fazer "feirão de cargos" em troca de apoio para eleição na Câmara, dispara Freixo

Presidente tenta viabilizar o nome de Arthur Lira (PP) para o cargo ocupado por Rodrigo Maia (DEM)  |  Roberto Viana/BNews

Publicado em 09/12/2020, às 16h45   Roberto Viana/BNews   Luiz Felipe Fernandez

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (9) que a demissão do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, não é decorrente dos casos de "corrupção" que envolvem o seu nome, mas sim para servir a Bolsonaro como moeda de troca para conseguir apoio na eleição da Câmara dos Deputados.

O deputado Arthur Lira (PP), considerado a aposta do Palácio do Planalto, confirmou a sua candidatura mais cedo.

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A informação da demissão de Marcelo Álvaro foi confirmada pela CNN Brasil nesta tarde. Menos de 1h depois, Freixo se manifestou no Twitter. Segundo o psolista, este é um movimento do presidente Jair Bosonaro que faz parte do "feirão de cargos" para conseguir eleger Lira.

O mais cotado para a vaga de Marcelo Álvaro Antônio, que foi uma indicação do PSL, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito, é o presidente da Embratur, Gilson Machado. Com a demissão, o deputado do PSL volta agora a atuar na Câmara.

O ministro do Turismo não caiu por causa dos seus escândalos de corrupção, até porque isso nunca foi problema para a família Bolsonaro. Ele caiu porque o presidente quer fazer um feirão de cargos para comprar deputados e interferir nas eleições para presidência da Câmara.

— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) December 9, 2020

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