Política

BR-324 é transtorno todo dia

Em Brasília, clima tenso entre PT e PMDB pode adiar resolução do problema   |  

Publicado em 04/03/2012, às 10h49      Luiz Fernando Lima

As notícias do Planalto não são muito animadoras para quem aposta na harmonia entre PT e PMDB. De acordo com o colunista da revista Veja, Lauro Jardim, em Brasília, há uma preocupação com a evolução do Movimento do PMDB no Congresso.

A avaliação, continua Lauro Jardim, é que a insatisfação vai eclodir justamente na semana da votação do Código Florestal, tema que não conta com a menor simpatia de boa parte da base governista ligada ao agronegócio.

As fontes do jornalista dão conta de que olheiros do palácio no Senado também identificaram avanço na crise envolvendo a recondução de Bernardo Figueiredo na ANTT. Roberto Requião já não articula sozinho para derrubar o homem do trem-bala.

Aos baianos, principalmente, os que estão estruturados em Feira de Santana e região do Sisal, toda movimentação na ANTT ganha uma projeção imensa.

O principal motivo é o contrato de concessão para explorar o pedágio da BR-324. A Via Bahia, vencedora da licitação e que já lucra com o fluxo intenso da rodovia, é alvo de criticas constantes daqueles que precisam trafegar por ali.

Neste sábado (3), o deputado estadual, Carlos Geílson voltou  a criticar o governo pelo o que definiu como “privatização” da rodovia. Ele e o líder da bancada governista na Assembleia Legislativa, Zé Neto, são interlocutores que negociam diretamente com a agência nacional em busca de solução.

Isto quer dizer que as mudanças e gargalos na ANTT podem piorar ou adiar ainda mais uma resolução para os problemas da mais importante estrada da Bahia.



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Matéria postada às 15h28 do dia 03 de março de 2011

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