Política

Cúpula da CPI se reúne com presidente do STF na tentativa de manter quebra de sigilo da empresa que negociou Covaxin

Empresa negociou a aquisição dos imunizantes Covaxin, da Índia, com o governo do Brasil  |  Jefferson Rudy/Agência Senado

Publicado em 23/06/2021, às 16h36   Jefferson Rudy/Agência Senado   Redação BNews

A cúpula da CPI da Covid realiza uma reunião, na tarde desta quarta-feira (23), com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para solicitar que o Tribunal mantenha a decisão da comissão sobre a quebra de sigilos do empresário Francisco Emerson Maximiano, sócio-administrador da Precisa Medicamentos. A empresa negociou a aquisição dos imunizantes Covaxin, da Índia, com o governo do Brasil. 

De acordo com a CNN, na reunião estarão presentes o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), além do presidente do STF, Luiz Fux. O argumento dos senadores é que a quebra de sigilos do empresário é um fator importante para que a comissão tenha sucesso na investigação sobre a compra da vacina produzida na Índia. 

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Entenda o caso

O Ministério Público Federal (MPF) desmembrou e transferiu a investigação sobre a compra da vacina indiana Covaxin ao identificar indícios de crime no contrato entre o Ministério da Saúde do governo Jair Bolsonaro e a Precisa Medicamentos. Antes, a apuração ocorria no curso de um inquérito civil público aberto pela Procuradoria da República no Distrito Federal. O inquérito se destina a averiguar a prática de improbidade administrativa. Com o surgimento de indícios de crime, a parte relacionada ao contrato para a compra da Covaxin foi enviada ao 11º Ofício de Combate ao Crime e à Improbidade Administrativa.

O envio dos documentos para a condução de uma investigação na esfera de combate à corrupção foi feito no último dia 16, em despacho assinado pela procuradora Luciana Loureiro, que conduz o inquérito civil público.

Considerado uma pessoa próxima ao líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), o empresário Francisco Emerson Maximiano possui uma vasta experiência de mais de 10 anos no mercado farmacêutico. Segundo o Estadão, ele é proprietário de empresas que já tiveram contratos sob suspeita, nos governos do PT e de Michel Temer (MDB), e tem uma lista longa de processos judiciais e dívidas.

Maximiano iria depor nesta quarta-feira (24) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, mas a sua defesa alegou que precisava ficar em isolamento por uns dias após voltar de uma viagem da Índia.

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