Política

ACM Neto terá que quebrar tabu histórico para se eleger governador

  |  Valter Pontes / Secom PMS

Publicado em 30/06/2021, às 06h28   Valter Pontes / Secom PMS   Redação BNews

Para ser governador da Bahia, o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (DEM) terá que quebrar um tabu histórico. Nunca um prefeito eleito pelo voto direto de Salvador conseguiu ser chefe do Executivo da Bahia. Recentemente, dois ex-gestores da capital tentaram, mas fracassaram nas urnas: Lídice da Mata (PSB) e João Henrique Carneiro (na época PRTB), segundo levantamento feito pelo jornal Tribuna da Bahia.

Depois de deixar o Palácio Thomé de Souza mal avaliado em 2012, João Henrique tentou ser governador em 2018, mas não passou do 4º lugar, ficando com 0,58% dos votos. Em 2014, foi a vez de Lídice também tentar ocupar o Palácio de Ondina, mas ficou na 3ª posição com 6,62% dos sufrágios. A socialista foi a primeira e única prefeita de Salvador no início dos anos 90. 

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Há casos, no entanto, de prefeitos eleitos indiretamente que chegaram ao poder na Bahia. Nomeado para ser gestor de Salvador entre 1967 e 1970, pelo então governador Luís Viana Filho, ACM foi governador por três mandatos, dois indiretamente e um pelo voto popular. No início de 1930, Leopoldo Amaral também ocuparia os dois postos. Primeiro, designado prefeito nomeado por Getúlio Vargas e depois nomeado interventor na Bahia. Já, em 1982, ocorreu uma tragédia. Clériston Andrade, que foi prefeito nomeado, morreu vítima de um acidente aéreo durante a campanha ao governo. 

Há ainda o caso de Antônio Imbassahy. O hoje tucano, entretanto, foi governador por alguns meses antes de ser prefeito. Em 1994, o então governador ACM e o vice-governador Paulo Souto licenciaram-se dos cargos para concorrer a senador e a governador, respectivamente. Com a vacância, por ser o presidente da Assembleia Legislativa, Imbassahy passou a ser governador. 

 “Salvador tinha um direcionamento político específico ligado a um determinado nome de uma família tradicional, e no estado essa força política estava pulverizada nas regiões do estado. Cada região com sua elite política, e essas regiões unidas tinham um nome expressivo que, às vezes, condizia com o nome da família da capital e acabava virando governador”, explicou o professor de História, Rafael Dantas, ao jornal.

Classificação Indicativa: Livre


TagsACM NetoGoverno da Bahiatabubnews