Política

ACM Neto critica "passividade" de Wagner diante de Dilma

Segundo deputado, governador coloca o PT à frente dos interesses da Bahia  |  Roberto Viana

Publicado em 15/03/2012, às 17h01   Roberto Viana   Guilherme Vasconcelos

Em discurso no plenário da Câmara Federal, o deputado ACM Neto (DEM) fez duras críticas ao governador Jaques Wagner (PT) por conta da perda de espaço da Bahia no primeiro escalão do Planalto.

Com a demissão de Afonso Florence do ministério do Desenvolvimento Agrário, de Sérgio Gabrielli da presidência da Petrobrás e de Mário Negromonte do ministério das Cidades, a Bahia agora tem apenas um representante na primeira linha do governo federal: a socióloga Luiza Bairros, ministra da Igualdade Racial.

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Pré-candidato à Prefeitura de Salvador, Neto condenou a postura de Wagner de ir à imprensa “se queixar do governo federal”. “Ele (o governador) esteve ontem com a presidente Dilma Rousseff aqui em Brasília e, em vez de assumir uma postura de defesa da Bahia e dos baianos, assume uma postura de passividade, de quem coloca o partido dele à frente do estado", afirmou Neto.

O oposicionista frisou que um governador que quer reafirmar sua autoridade não aceitaria a perda de espaço sofrida pela Bahia. "Tudo isso é consequência de um governo desastroso de Jaques Wagner. Claro que quando você tem um governo sem autoridade, sem força, que não coloca os interesses da Bahia em primeiro lugar, é claro que o governo federal se sente no direito de fazer o que quiser".

De acordo com o deputado, a Bahia perdeu importância social, econômica e política nos últimos anos. O líder do Democratas também lembrou da greve da Polícia Militar e das consequências negativas à economia do estado. "Quando o IBGE anunciou o PIB brasileiro de 2,7%, houve frustração no país, mas foi ainda maior na Bahia, que cresceu apenas 2%. Enquanto em Pernambuco foi de 4% e no Ceará 3,3%. A Bahia teve um dos piores desempenhos do Nordeste", lembrou.

ACM Neto disse ainda que seu discurso representa a voz de indignação e protesto dos baianos. "A Bahia está triste, sua auto-estima que já estava comprometida está mais em baixa ainda porque o Estado perde importância no contexto do nordeste brasileiro e no contexto nacional. Isso tem reflexo direto na vida e no dia-a-dia", concluiu.

Foto: Roberto Viana/Bocão News


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