Após repercussão negativa do episódio envolvendo o
helicóptero do Estado da Bahia, que mais parece propriedade privada de Jaques Wagner, a Assessoria Geral de Comunicação (Agecom) divulgou nota informando que o chefe do Executivo “não aprovou o prefixo da aeronave” e inclusive já teria solicitado a troca das letras à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
O texto destaca ainda os “critérios” que implicaram na diferença de valor em relação ao helicóptero do mesmo modelo adquirido pelo Governo de São Paulo. “As aeronaves apresentam itens diferenciados. A configuração e o conjunto de serviços contratados, a exemplo do treinamento para quatro pilotos e equipe de manutenção, é o que resultou na diferença de preços.”
A iniciativa de Jaques Wagner e as explicações da Agecom não convenceram o advogado Manuel Nunes, do PMDB, que mantém a ação contra o governo por improbidade administrativa e desrespeito ao princípio da impessoalidade na gestão pública. “Essa é uma vitória parcial, se é que realmente ele pediu a troca do prefixo. Mesmo assim, não vamos voltar atrás porque, além da impessoalidade, há a questão do valor da aeronave”, observou.
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Em conversa com a reportagem do Bocão News, Manuel Nunes trouxe ainda outro detalhe do questionamento legal. “Vamos pedir também o ressarcimento das despesas geradas com a mudança do prefixo. Quem é que vai pagar essa conta?”.
De acordo com matéria publicada na Folha de S. Paulo, o procurador-geral de Justiça da Bahia, Wellington César Lima, abriu um expediente no Ministério Público estadual (MP-BA) para apurar o caso e pedir explicações ao governo Wagner, já que a empresa Helibras (fabricante do helicóptero) afirmou que sempre submete os prefixos "à análise dos clientes, que indicam a combinação de seu interesse".
O ato de bajulação pode custar caro e, neste caso, quem paga a conta não é o lambe-botas.
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