Evento foi realizado nesta segunda-feira, no Centro de Cultura da Câmara |
Publicado em 09/07/2012, às 17h39 Marivaldo Filho (Twitter: @marivaldofilho)
Durante as atividades matutinas do Fórum da Copa, realizado nesta segunda-feira (9), os professores da rede estadual de ensino “roubaram a cena”. Em meio às discussões para ações e estratégias das instituições governamentais na realização da Copa do Mundo de 2014, os educadores protestaram contra a (falta de) postura do governador Jaques Wagner, nos quase três meses de greve.
O professor e pai de alunos que estudam na rede estadual de ensino, Antônio Daltro Moura, disse que queria muito ter a oportunidade de olhar “nos olhos azuis do governador Jaques Wagner” para perguntar onde está o saldo de R$ 170 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “Se sumiu é porque foi roubado ou alguém permitiu que fosse roubado. A educação não é asfalto para fazer de tapa-buraco”, disparou.
Além das críticas ao governo estadual, sobrou também para o professor Jorge Portugal. “Se ele realmente se preocupasse com os alunos pobres da Bahia, não firmaria um contrato de R$ 1,6 milhão”, completou Antônio Daltro Moura.
Munidos de faixas e cartazes, os professores demonstraram inastisfação com o governo Wagner. "Com a mesma velocidade que Wagner constrói a Fonte Nova destrói a educação", dizia um das faixas.
A segunda edição do Fórum, iniciativa da Comissão Especial de Acompanhamento dos Empreendimentos da Copa, reuniu no Centro de Cultura da Câmara representantes da sociedade civil organizada e gestores públicos para discutir o legado que o evento esportivo deixará para a cidade.
O vereador Sandoval Guimarães (PMDB) destacou a importância de dar sequência ao Fórum da Copa, que teve a sua primeira edição realizada no dia 25 de agosto de 2011. “Estamos dando continuidade ao trabalho do colegiado. É fundamental discutir as obras que estão em andamento. O legado deixado por essas obras será muito importante para os soteropolitanos, após a Copa”, afirmou.
As polêmicas relacionadas à Lei Geral da Copa, de autoria de deputado federal Renan Calheiros Filho (PMDB-AL), foram discutidas durante o evento. A questão da permissão de bebidas alcoólicas nos estádios e a repercussão em Salvador foram lembradas pelo parlamentar.
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“Salvador é uma das poucas cidades do país em que é permitida a venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol. Na maior parte do país, isso não acontece. Abrimos a exceção para que a cerveja seja vendida durante a Copa do Mundo de 2014”, declarou Renan Calheiros Filho.
O também deputado federal Lúcio Vieira Lima disse que espera que a Copa evidencie o que a Bahia tem de positivo e de negativo. “O que for bom tem que ser mostrado a todos e o que não for também é bom que se evidencie para que consigamos, na medida do possível, melhorar”, opinou.
A importância da realização da Copa “para todos os cidadãos de Salvador” foi destacada pelo coordenador executivo da Copa em Salvador, Leonel Leal.
O papel social e reparador que a Copa do Mundo deve trazer para a cidade foi a bandeira do secretário municipal da Reparação, Ailton Ferreira, em seu discurso. “A pauta da igualdade precisa ser levantada. Durante o evento, precisamos traduzir os desejos e as demandas da população que foram reprimidos ao longo da história”, disse.
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