O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo (PDT), revelou que pediu judicialmente a reintegração. De acordo com ele, a Justiça é que vai determinar se os professores serão ou não retirados da Assembleia Legislativa.
“Tudo tem limite e 96 dias é demais e já passou do limite. O Poder Judiciário foi acionado como havia prometido. Tem três meses que não consigo realizar um evento aqui no salão Nestor Duarte. Não é justo que a Assembleia Legislativa seja um lugar para abrigar grevistas por tanto tempo”, disse em entrevista ao apresentador José Eduardo, no programa Se Liga Bocão, da rádio Itapoan.
O presidente da Assembleia congitou a possibilidade da greve dos professores está sendo financiada por algum partido, segundo Nilo "não é possível uma pessoa sobrevevir três meses sem sálarios". Professores afirmaram que não existe ninguém pagando as contas e que todos os compromissos mensais estão atrasados. "Minhas filhas me ajudam a comprar alimento, mas minhas contas são em débito", conta Antonia Silva Sampaio, professora acampada na Assembleia.
Questionado sobre o fato de que os deputados estaduais estão de férias e, portanto, as atividades no parlamento estão acontecendo com menos intensidade, o presidente afirmou que a despeito do recesso, a “Casa funciona normalmente”. Sobre a necessidade de intervenção policial, Nilo afirmou que tudo vai depender da decisão judicial. “Aí não é comigo”.Foto: Roberto Viana // Bocão News
Publicada no dia 16 de julho de 2012
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