Morreu na manhã desta sexta-feira, aos 72 anos, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia. A informação foi confirmada pelo Hospital Sírio Libanês, na capital paulista, onde o político estava internado no para tratamento de um câncer na próstata. Um dos principais líderes do PMDB, partido que ajudou a fundar, Quércia retirou sua candidatura ao Senado nas eleições deste ano após receber, em setembro, o diagnóstico da volta do tumor que havia sido tratado há mais de 10 anos.
Um dos nomes mais infuentes da política paulista e nacional, Quércia enfrentou processos e nunca foi condenado.
Biografia
Nascido em Pedregulho (SP), em 1938, Orestes Quércia foi um político polêmico. Ele iniciou a carreira em 1962, quando se elegeu vereador em Campinas, no interior paulista, pelo extinto Partido Libertador. Com a ditadura militar e o fim da liberdade partidária, ele migrou para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido que mais tarde ajudou a transformar no atual Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Pelo MDB, foi eleito deputado estadual em 1966 e prefeito de Campinas em 1968. Quércia fortaleceu o partido no interior paulista como principal oposição legal à ditadura e, em 1974, foi eleito senador pelo estado.
Em 1980, com a abertura do regime militar e a volta do pluripartidarismo, Quércia foi eleito vice-governador pelo PMDB, na chapa pura de Franco Montoro, e foi eleito governador em 1986. O peemedebista foi favorável à campanha pelas Diretas Já e, em 1989, apoiou a candidatura vitoriosa de Tancredo Neves à Presidência.
Desde que deixou o governo paulista em 1991, Quércia não conseguiu mais se eleger, apesar de ter concorrido diversas vezes. Tentou a Presidência, em 1994, uma vaga de deputado estadual, em 1998 e 2006, e disputou o Senado, em 2002. Este ano, abandonou no meio a campanha para senador por São Paulo devido a um câncer de próstata. Quércia apoiou Aloysio Nunes, o que garantiu a vitória ao tucano, antes atrás nas pesquisas.
O ex-governador deixa a mulher, Alaíde, e quatro filhos, além de R$ 117 milhões em patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral, muitas suspeitas de corrupção e nenhuma condenação em última instância na Justiça
Informações dos sites globo.com e Terra
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