O PMDB é um partido dividido. Dentro da sigla há quem defende o rompimento da aliança com os petistas no plano nacional para lançar candidatura própria à presidência da República. O vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, já declarou, em diversas oportunidades, ser favorável ao lançamento de um projeto que leve o partido ao comando do país em 2014.
O problema é que no centro de comando do partido estão quadros como o vice-presidente, Michel Temer. O cacique nacional é defensor da manutenção da parceria com a presidente Dilma Rousseff e não está sozinho. Inclusos no grupo que pregam a permanência da aliança estão aqueles que temem o crescimento do PSB no cenário nacional.
De acordo com o colunista Fábio Zamballi, da Folha de São Paulo, Temer precisou entrar em campo para rebater o que chama de “intriga” entre aqueles que se inquietam diante da projeção do PSB, liderado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. “Aplaudo qualquer contato com o Eduardo. Nosso interesse, meu e da presidente, é uma nuvem de aliados para 2014 e o PSB é importantíssimo”, disse.
O vice-presidente não faz coro com os que se preocupam com a possibilidade do PSB indicar o próximo vice. Entre os que estão apreensivos, a conversa que circula é que os socialistas podem argumentar que “já temos a presidência das duas Casas no Congresso”.
Matéria originalmente publicada às 08h27 do dia 08/01.
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