Fotos: Aristeu Chagas // Bocão News
Ao tomar posse para seu segundo mandato, durante seu discurso na Assembléia Legislativa, neste domingo, 1º de janeiro de 2011, o governador Jaques Wagner reconheceu a fragilidade da segurança pública na Bahia, colocando a questão como prioridade desta a nova gestão que se inicia hoje.
Wagner responsabilizou o avanço do crack como uma das principais causas para o crescimento da violência e estabeleceu entre as metas para o seu mandato, ações para combater o que rotulou de "perversa epidemia" e "grande problema de saúde pública".
O governador revelou ainda que vai criar uma Superintendência para Prevenção e Acolhimento aos Usuários de Drogas. Segundo ele, o novo órgão público deve ser “capaz de dar apoio às pessoas que sofrem com vício, e aos seus familiares”, disse.
Para o petista, somente com medidas enérgicas contra o tráfico de drogas aliado à recuperação dos dependentes é que o problema pode ser minimizado. “Vamos atuar em frentes distintas. De um lado, a mão amiga que cuida da nossa gente. Do outro, a ação firme do Governo do Estado, combinando repressão qualificada com a busca permanente da inclusão social. Estejam certos: não vamos dar trégua ao crime e ao tráfico de drogas”, prometeu.
Entre as prioridades, o governador disse que a estrutura governamental vai, inicialmente, adaptar dois hospitais do Estado para atender aos dependentes químicos.
Em seu discurso Wagner falou das outras prioridades deste novo mandato. De acordo com ele, na área de educação o programa Todos pela Alfabetização (Topa) continuará tendo a atenção que teve nos quatro primeiros anos.
Além do Topa, Wagner quer promover um pacto pela educação. Segundo ele, “esse pacto, que envolverá diretamente as prefeituras, tem que unir as forças da sociedade baiana, pais, alunos, professores e gestores pelo objetivo comum de melhorar o ensino básico em todos os municípios.
As áreas de saúde e infraestrutura também serão prioritárias como o próprio governador já havia declarado durante a diplomação.
Cerimônia
A cerimônia da posse começou pontualmente, e como era esperado, poucos faltaram. Entre bocejos e pequenos atrasos de uma e outra liderança todos os presentes estavam dedicados a passar uma impressão ao governador.
O prefeito João Henrique (PDMDB), foi um dos que entraram e saíram da cerimônia tentando não ser vistos.
A presença do gestor municipal contribuiu para que jornalistas perguntassem ao governador como é que o governo do estado ajudaria a prefeitura de Salvador, que atravessa um período nebuloso no que tange a administração.
De acordo com Wagner, há restrições no aporte que pode ser dado via governo do estado para a prefeitura. “Eu não posso transferir dinheiro do cofre do estado para uma conta da prefeitura. A forma de ajudar é através de convênios, mas eu não posso pagar a folha da cidade, eu não posso pagar o custeio da prefeitura porque isto não é permitido por lei”, afirmou.
O petista aproveitou a oportunidade para alfinetar os adversários políticos. “Dizem que a prefeitura era quase que uma secretaria do governo estadual, e que se transferia dinheiro, eu não sei se era assim, mas se fosse era um outro tempo. Até porque hoje temos a Lei de Responsabilidade Fiscal. Eu irei ao limite do da legalidade para contribuir com a capital do meu estado”, ressaltou.
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