O deputado estadual Zé Neto (PT) voltou a provocar o bloco da oposição na Assembleia Legislativa na Bahia ao explicar a demonstração da contabilidade do Governo da Bahia, que em audiência pública realizada na última terça-feira (2) causou polêmica. Segundo o petista, os adversários do governo precisam, antes, se organizarem para apresentarem os mesmos argumentos e também aplicar tudo o que apregoam nas gestões de Salvador e Feira de Santana, agora nas mãos do DEM.
Neto ironizou o discurso da oposição que, ele alega, tenta há anos imputar ao Governo do Estado supostas responsabilidades por desviar dinheiro de verbas de aplicação única em Saúde e Educação, além de outros recursos reservados, para pagar o custeio da máquina. A prática é proibida mas, no entendimento do deputado feirense, caso isto de fato ocorresse o Tribunal de Contas do Estado (TCE) teria recusado todas as contas da gestão, o que jamais aconteceu.
O petista insistiu também que a excelência com a qual o governo trata as contas faz com que a Bahia seja o 3º estado em saúde financeira do brasil e que o esteio econômico tem permitido à Bahia sobreviver a intempéries de causas internacionais, o que não impediu, da mesma maneira, que o estado sofresse com a crise. Porém, o impacto foi menor. Por conta disto, a oposição procura fatos para denunciar mas falha em encontra-los.
“Estamos tranquilos. Todas as contas estão dentro de todos os limites jurídicos. Os recursos são de cota única e, se falta em um lado, nós temos a liberdade de fazer um remanejamento contábil. Não há nenhuma ilegalidade aí. A oposição escolheu este assunto e insiste nele há quatro anos e há quatro anos o TCE sempre aprova as contas”, argumenta. Zé Neto continuou a provocação dizendo que a Oposição está “perdida” e que precisa primeiro encontrar um ponto comum nas reclamações.
“Uma hora eles dizem que não tem dinheiro para pagar o funcionalismo, que atrasa salário. No outro, dizem que tem recurso sobrando e que o deveria ser feito não é feito e o recurso é desperdiçado. Criticam o governo, dizem que ele fica usando o superávit para fazer caixa e logo depois dizem que não tem caixa e, por isso, têm de usar as verbas vinculadas. Têm, então, que decidir o que é que vão dizer. Eles é que tratem de cuidar de Feira de Santana e Salvador, que são duas cidades que estão em péssimas condições, lugares onde não tem como fechar as contas”.
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