Elogiado por amigos no meio empresarial e político, Luís Eduardo Magalhães Filho, conhecido como Duquinho, pode aparecer na lista de pré-candidatos ao governo do estado em 2014. A citação ainda provoca alguma surpresa entre os aliados, que após breve reflexão não deixam de enumerar as semelhanças entre filho e pai, o ex-deputado federal Luís Eduardo Magalhães, morto em 1998.
Apesar da surpresa, as especulações sobre uma possível entrada de Duquinho no universo político não deve ser tratada como novidade. Ao contrário, no ano passado o nome do jovem empresário, de 31 anos, foi cogitado nas eleições municipais. Contudo, o primo deputado federal que chegaria a prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) estava melhor posicionado e disposto a enfrentar os adversários, como o fez.
A aposta dos mais próximos é exatamente esta. Em 2014, ACM Neto já sentenciou que não vai para postular o Poder Executivo estadual. Neste sentido, a oposição ao projeto Jaques Wagner (PT) busca organizar as fileiras em torno de um nome que seja competitivo e ao mesmo tempo consiga harmonizar os diversos interesses no grupo.
O bloco conta com nomes como o do vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima (PMDB), do deputado federal e ex-prefeito de Salvador Antônio Imbassahy (PSDB), do secretário municipal de Trânsito e Transporte, José Carlos Aleluia (DEM) e outros com trajetória política consolidada podem aparecer.
Nada que atente contra a crescente suposição de Duquinho. A idade pode jogar a favor do herdeiro do “filho pródigo na política do ex-senador ACM”. A ideia é justamente a de dar continuidade à mudança de imagem que sempre afastou o empresário do campo político. A vinculação ao chamado “Carlismo”.
Matéria publicada em 29 de abril de 2012, no Estadão, dá conta exatamente de que Duquinho não costuma falar de política. Conforme publicado, o empresário não aceita dar continuidade ‘à dinastia’, pelo simples fato de o termo significar algo “retrógrado”. A postura, crava a publicação paulista, só aumentou a influência dele no meio político.
Em conversa com a reportagem do Bocão News, Imbassahy lembra que já conversou com Duquinho a respeito. Não ouviu negativa definitiva. O parlamentar, entretanto, fez questão de ressaltar o temperamento e a capacidade administrativa do jovem empresário dos Magalhães.
“Tem todas as características para entrar na vida pública. Acho que se dispuser a fazê-lo será muito bem vindo e fará um ótimo trabalho para todo o grupo”.
Mais ponderado, o presidente da Câmara Municipal de Salvador, Paulo Câmara (PSDB), apontou as semelhanças entre pai e filho, mas acredita que é preciso saber qual é a posição do próprio Duquinho.
“Sem dúvidas é um empresário de muito valor. Tem capacidade de aglutinação, de ponderação. Temos que observar quais serão os próximos passos. Eu acredito que é um bom nome. Obviamente, que temos outros já postos que são tão bons quanto e que estão se movimentando”, afirmou o tucano.
Ainda não há manifestação pública de interesse, mas a ideia deixa os “Carlistas” saudosos e esperançosos de ver a família de ACM retornar ao centro do noticiário político baiano. Ao menos até o momento, a volta dos Magalhães tem sido vista com bons olhos, como sinal de mudança.
Algo que até bem pouco tempo atrás estava fora de cogitação. A vinculação de uma tradicional família, ligada umbilicalmente ao senador ACM, como novidade é algo que ainda precisará de tempo para se firmar ou para voltar a ser desconstruída.
Publicada no dia 22 de abril de 2013, às 19h15
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