Uma das fortes lideranças do governo Jaques Wagner, o vice-governador Otto Alencar, que é presidente do PSD na Bahia, segundo maior partido da base aliada, prega unidade e diz que não será problema, mas sim solução na sucessão estadual de 2014. Embora cotado como possível candidato ao Palácio de Ondina, o líder diz que cumprirá sua palavra ao apoiar o candidato que o governador Jaques Wagner (PT) escolher. Em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, nesta segunda-feira (29), Otto comentou que governador tem muitas virtudes, e uma delas é a capacidade de escolher entre os quatro nomes. São 14 partidos da base aliada. Na hora certa ele vai chegar e chamar os presidentes para conversar e nós vamos chegar a um nome que tenha o respaldo de toda a base aliada. Ele nunca foi governador de estar impondo nomes a quem quer que seja. Acho que o nome que ele indicar vai ser depois da conversa com os partidos da base aliada. Ele nunca falou comigo sobre qual nome ele deseja apoiar. Dizem que podem ser candidatos pelo PT, os secretários Rui Costa, José Sérgio Gabrielli, o senador Walter Pinheiro e o ex-prefeito Luiz Caetano, mas ele (governador) nunca me falou nada. Eu acho que esse nome só sairá em 2014”, comentou.
Sobre a viabilização do secretário Rui Costa, Otto preferiu não comentar. “Aí eu não sei. É um exercício futurista. O Rui Costa tem muitas qualidades, tem virtudes políticas e pode disputar e receber o apoio do governador. Mas o governador nunca me falou qual seria o nome que ele iria apoiar. Vejo outras candidaturas colocadas na base aliada, como a de Marcelo Nilo, mas acho que está muito cedo. Este ano é muito difícil para o governo da Bahia, está realizando obras importantes, como o novo polo da Bahia, que será a região de Maragojipe e ainda outra grande intervenção que é a Fiol – Ferrovia Oeste Leste. É um ano de trabalho, de dificuldade não só para a Bahia, como para outros estados que vivem atualmente o arrocho fiscal. Precisamos terminar o ano bem, fazendo as obras que a população precisa”, acrescenta.
Questionado se a senadora Lídice da Mata (PSB) for alçada a candidata ao governo, e o presidente do PSB, governador Eduardo Campos, saia como candidato a presidente da República, Otto disse que a movimentação não racharia a base do governo estadual. “A Lídice tem votos substanciais. Não vou desqualificar a senadora, que tem uma história de vida e política honrada e digna, tendo uma densidade eleitoral grande, mas não creio na candidatura de Eduardo Campos, pois ele não tem densidade eleitoral. Ele tem em torno de 5% nas pesquisas depois de uma visibilidade muito grande e de ter dito que era candidato. Eu acredito que os adversários da presidente Dilma serão o PSDB, com Aécio Campos ou José Serra, e ainda a Marina Silva. Vai ser por aí e outro candidato de menor densidade eleitoral”, pontua.
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