Política

Garis acusam diretor da Limpurb de xingar e ameaçar trabalhadores

De acordo com os trabalhadores, Ronaldo José Ferreira “aumentou a perseguição” após denúncia do Bocão News  |  

Publicado em 30/07/2013, às 09h40      Marivaldo Filho (Twitter: @marivaldofilho)

Após o Bocão News denunciar acusações de assédio contra o diretor de Operações da Limpurb, Ronaldo José Ferreira, trabalhadores em limpeza de Salvador também revelaram práticas do dirigente que, segundo os garis, passam por maus tratos, xingamentos, intimidações e ameaças. Nesta segunda-feira (29), os garis que atuam no Campo Grande, apoiados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza da Bahia (Sindilimp-BA), resolveram “cruzar os braços” para protestar e pedir a saída do diretor.

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Os trabalhadores da limpeza, em contato com o Bocão News, revelaram detalhes do tratamento dado pelo Ronaldo Ferreira. Segundo os funcionários, beber água durante o serviço, descansar no horário de almoço, ou atender alguma ligação importante são atos que são duramente reprimidos por Ronaldo José Ferreira.

Preocupado com a possibilidade de retaliação por parte da direção da Limpurb, um funcionário da Limpurb preferiu não se identificar, mas contou como é o dia-a-dia dos trabalhadores.

“Não podemos descansar no nosso horário de almoço, que ele (Ronaldo) diz que estamos fazendo corpo mole. Beber água, só se for escondido. Se estivermos esperando alguma ligação importante de nossa família, também não podemos atender na frente dele. Trabalho há quinze anos na empresa e tenho medo das ameaças que esse homem faz. Ele já era diretor na época de Imbassahy e já fazia esse tipo de coisa, mas o sindicato conseguiu tirar ele. Por isso, agora ele voltou muito pior com ACM Neto”, declarou o gari.

A primeira reportagem do Bocão News denunciando o tratamento dado por Ronaldo Ferreira aos funcionários, segundo os garis, teria causado ainda mais problemas aos trabalhadores. De acordo com Antonio Cesar Sena, de 45 anos, o assédio aumentou depois da matéria veiculada neste site.

“Ele leu a matéria que vocês fizeram e o tratamento piorou muito. Ele diz que voltou à Limpurb para matar de trabalho. Xinga os trabalhadores de ‘desgraça’ e ‘miséria’ para  todo mundo ouvir. Sou pai de cinco filhos e nunca sofri uma humilhação dessa. Passamos por muitas dificuldades diariamente, principalmente, com a falta de instrumentos para a limpeza. É um absurdo”, denunciou Antonio Cesar Sena.


A coordenadora do Sindilimp-Ba, Ana Angélica Rabello, afirmou que os funcionários estão irredutíveis e querem “varrer para longe” da Limpurb o diretor Ronaldo Ferreira. “O sentimento dos trabalhadores é de revolta. Muita revolta. Querem a imediata exoneração de Ronaldo José Ferreira”, relatou.

A reportagem do Bocão News tentou contato com o diretor da Limpurb, Ronaldo José Ferreira, e com a superintendente do órgão, Kátia Alves, mas até a postagem da matéria, não obteve êxito.

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