Política

"Na vida, só não tem jeito para morte"

João Henrique em referência sobre o relatório do Tribunal de Contas dos Municípios  |  

Publicado em 27/01/2011, às 19h10      Luiz Fernando Lima

 Foto: Aristeu Chagas/Bocão News

João Henrique aposta na aproximação com Wagner para se salvar. Ou PP ou PDT pode ser o caminho

A eleição da nova diretoria da União dos Municípios da Bahia (UPB) contou com a presença de quase 300 prefeitos baianos, entre eles, a surpresa ficou por conta da participação de João Henrique Carneiro, que depois de alguma insistência aceitou conversar com a imprensa.

Na manhã desta quinta-feira (27), o prefeito de Salvador esteve reunido com o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nílo (PDT). Nenhum dos dois revelou quais os assuntos tratados durante a conversa. No entanto, nos bastidores comenta-se que o “bom filho” pode retornar à casa. A legenda de Nilo já sinalizou que o acolheria novamente.

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Para o prefeito, o importante é ficar mais próximo de Jaques Wagner. "Nós temos que marchar adiante, temos que preparar a cidade para a Copa do Mundo. Temos que, cada vez mais, alargar este canal com os governo do estado e federal. Então todos os caminhos que sirvam para o alargamento do canal, para melhorar as relações entre os governos do estado, municipal e federal serão tomados".

Sobre o relatório do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) que rejeitou as contas de João Henrique em 2009, o prefeito disse, sem demonstrar muita confiança, que ainda acredita na possibilidade de reverter o parecer. “Estou tentando (reverter), já preparei uma peça de defesa bastante extensa com a colaboração de diversas pessoas. Temos que tentar sim, por que não? Na vida, só não tem jeito para a morte?”.

O prefeito também falou sobre a visita que fez a Brasília no início desta semana. De acordo com ele, as conversas com os ministros Fernando Bezerra (Integração Nacional) e Mário Negromonte (Cidades) foram positivas. Na pauta, a necessidade de recursos para tirar Salvador da crise que está vivendo. “Tratamos de problemas da infraestrutura, Copa do Mundo, mobilidade urbana, entre outros assuntos. Já agendamos outra reunião para a próxima quarta-feira (2)”, disse.

João Henrique revelou que apresentou algumas propostas já nesta primeira visita. “Propus que o programa Minha Casa Minha Vida tenhas suas unidades distribuídas não apenas para aquelas indicadas pelo Movimento dos Sem Teto, mas também e, principalmente, para as indicadas pela Defesa Civil, ou seja, que o critério da vulnerabilidade habitacional climática também seja levada em consideração”.

Outro assunto tratado foi o metrô de Salvador, que ainda não tem data marcada para começar a circular. O prefeito disse que o principal embate envolve duas correntes de pensamento. A primeira, defende que o metrô seja inaugurado apenas depois que estejam concluídos os 12 Km. “Eu defendo diferente, penso que a gente deve entregar os seis primeiros logo. Primeiro, pela questão da mobilidade da cidade, e depois porque a obra está pronta, nós pegamos com 25% da obra e já temos 100% pronto. Se nós quisermos colocar o metrô para rodar ele pode”, ressaltou João Henrique.

Questionado sobre a viabilidade da tarifa, João afirmou que este é o argumento da primeira corrente, contudo, o prefeito afirma ter proposto ao ministro Negromonte que faça a licitação dos 12 Km.  “O consórcio vencedor, seja ele internacional, nacional ou local, pode operar os 6 km, mas com a garantia de que vai continuar na operação quando os 12km estiverem prontos, então tendo esta garantia nada impede que ele opere os 6km no prejuízo sabendo que a médio e a longo prazo eles vão recuperar o prejuízo” avalia.

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