O ano letivo na rede municipal de ensino está marcado para ter inicio no próximo dia 14 de fevereiro. Contudo, as aulas podem não começar neste dia, caso às principais reivindicações dos professores não sejam atendidas. De acordo com a diretora do Sindicato dos Professores (APLB), Elza Melo, a Prefeitura se Salvador ficou de dar uma resposta, até o próximo dia 4, às solicitações entregues ao secretário municipal de Educação, João Carlos Bacelar, no inicio desta semana.
“É preciso entender que nós (professores) não somos da corrente do quanto pior, melhor. Nós queremos ter condições de trabalho. As principais necessidades são de pessoal e segurança”, revelou Elza.
Bacelar afirmou que a secretaria está empenhada em resolver o problema da segurança interna das unidades. Segundo ele, a Guarda Municipal será designada para dentro das escolas. “Agora, as escolas não são ilhas, o Governo do Estado precisa fazer a sua parte do muro para fora”, cobrou.
Para os professores, a discussão entre os governos estadual e municipal não podem afetar o andamento do ano letivo. “Nós queremos que eles façam a parceria entre eles. Não compete aos diretores, professores, estudantes e pais resolver um problema que é dos poderes instituídos (prefeitura e governo do estado). Eles devem garantir o direito de ir e vir das pessoas”, critica.
A professora também demonstrou pragmatismo quando questionada sobre as possíveis mudanças que o novo secretário da pasta quer implementar. “Nós já nos reunimos com Bacelar e ele nos falou dos planos, só que ele faz parte do governo de João Henrique, e este vem simplesmente ignorando os problemas da educação. Alertamos à gestão municipal de que estes problemas iriam ocorrer no inicio do segundo semestre do ano passado e nada foi feito até o momento”, ressaltou.
Outro problema apontado pelo sindicato é a falta de professores. De acordo com Elza, cerca de 1.6 mil professores precisam ser nomeados, e mesmo assumindo suas funções não haverá tempo hábil para salvar o primeiro semestre nas escolas de Salvador. “Ainda tem a questão dos auxiliares de limpeza, das merendeiras, do plano de saúde. São muitos problemas, que há muito tempo atingem as escolas, os professores e os alunos”, reforçou.
Bacelar está agendando reuniões com os diretores das unidades de ensino com o objetivo de traçar um plano de metas que tem como finalidade o crescimento o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que atualmente está em 3.7 para os 4.5. “Vou sentar com cada diretor e apresentar um plano de metas para atingir o índice. Nestas reuniões, cada um vai ter a oportunidade de dizer o que precisa para que os novos objetivos sejam alcançados”, revelou.
O secretário faz questão de que o Ministério Público e os representantes da comunidade participem das discussões. “Este será um contrato firmado para que consigamos fazer um choque de gestão. De minha parte tudo que for possível será feito e estou confiante que vamos reverter esta situação”, defendeu.
A despeito da reunião entre secretaria de educação e diretores, os professores agendaram uma assembleia para o próximo dia 7, no Ginásio dos Bancários, para decidir se voltam ou não para as salas de aula no dia 14 de fevereiro, portanto, não será nenhuma surpresa de mais uma vez a inatividade municipal atrapalhar os estudantes soteropolitanos.
Fotos: Aristeu Chagas e Edson Ruiz // Bocão NewsMatéria relacionada
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