Política

Lídice diz que vai pedir ajuda em terreiro de candomblé

Publicado em 09/02/2011, às 10h22      Redaçao Bocão News

A senadora Lídice da Mata (PSB) disse nesta manhã (09), em entrevista à Rádio Metrópole, que vai procurar socorro em um terreiro de candomblé se sentir alguma "energia estranha" ou "negativa" por se sentar na cadeira que, um dia, foi ocupada pelo senador Antonio Carlos Magalhães, morto em julho de 2007. “Já dizem que eu sou o ACM de saia, e ainda sento na cadeira do homem”, afirmou a senadora, a mesma que vem sendo vista de braços dados com figuras que, antes, militavam no carlismo, a exemplo do deputado federal José Carlos Araújo (PDT), o vice-governador Otto Alencar (PP) e o ministro das Cidades, Mario Negromonte (PP).

Bem humorada, a senadora da base aliada do governador Jaques Wagner brincou ainda com o apresentador Mário Kertész, ao afirmar que ele "gosta de intriga". Lídice se referiu à pergunta feita pelo radialista, sobre se ela achava correta as declarações do ex-deputado federal Sérgio Carneiro (PT), que associou a vitória da socialista ao ingresso do pai, o senador João Durval (PDT), na campanha da coligação petista. Desconfortada com a pergunta, limitou-se apenas a dizer que o desembarque de João Durval foi importante para sua vitória e a de Walter Pinheiro (PT).

Durante a entrevista, Lídice aproveitou para alfinetar a oposição no estado, considerada por ela "muito fraca". Segundo a senadora, ex-prefeita de Salvador no auge do poder exercido por ACM na Bahia, todo governo precisa de uma oposição forte, que fiscalize e cobre as ações governamentais. Contudo, diversos caciques da esquerda baiana, incluindo Lídice, costumam bradar quando decisões governamentais são colocadas em xeque por políticos do DEM e PSDB, partidos que estão na proa do barco oposicionista

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