O governo federal anunciou nesta quarta-feira um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento de 2011. O Orçamento total do país que representa a receita primária é de R$ 990,5 bilhões, e a quantia passível de corte gira em torno de R$ 220 bilhões.
Somente em emendar parlamentares individuais e coletivas, serão bloqueados R$ 18 bilhões de um total de R$ 21 bilhões previstos inicialmente. O contingenciamento faz parte do ajuste fiscal do governo para o ano, reduzindo os gastos públicos. O ajuste foi calculado levando-se em consideração o salário mínimo de R$ 545. O valor do corte foi definido pela presidente Dilma Rousseff e a sua equipe econômica.
De acordo com levantamento da Folha de São Paulo, o corte realizado pela nova presidente é maior que todos os feitos nos dois mandatos do seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A medida adotada por Dilma e o ministro da Fazenda Guido Mantega ganhou o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defendeu a atitude afirmando que ela reflete o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal. “A CNI espera que a firmeza demonstrada agora, com esse ajuste fiscal, seja mantida ao longo do ano”, ressaltou em nota.
O presidente da entidade, Robson Andrade, já manifestara antes a necessidade de um corte mínimo de R$ 40 bilhões, com o objetivo de reduzir as expectativas de fortes aumentos na taxa básica de juros (Selic). Agora, a CNI diz que a redução no ritmo de crescimento dos gastos públicos, que retira o caráter expansionista da política fiscal, “é fundamental para o controle efetivo da inflação”.
As informações são da Folha de São Paulo e Agência Brasil
Classificação Indicativa: Livre