“Todo mundo vê o partido de forma desmembrada. Não é uma bancada. Está mais para um agrupamento de espécie. Nossa tarefa será sem dúvida, tenho certeza que os vereadores vão colaborar porque querem isso também, articular e integrar a bancada. Esta é uma responsabilidade do partido. O vereador é eleito, mas quem dirige a linha política do partido na cidade não são os vereadores é a direção partidária”. Essa posição é reconhecida pelo candidato que deve ser eleito presidente do PT em Salvador, Edson Valadares.
De acordo com Edson esse desmembramento aconteceu com a participação de Cândido Vacarezza, que estava na comissão responsável pela reforma política e o diretório nacional desautorizou ele a fazer isso, tendo que se afastar. “Ele estava desenvolvendo um projeto que não era o do diretório. Isto aconteceu há 15 dias atrás. O diretório desautorizou o deputado Vacarezza. É função do partido fazer isso. Esperamos que aqui não aconteça porque nossos vereadores também estarão unidos buscando a construção deste processo coletivo”.
Com sete vereadores, o PT possui a maior bancada de vereadores da história do partido em Salvador, mas mesmo assim não consegue fazer frente como oposição ao atual governo do democrata ACM Neto. De acordo com Valadares “os jogadores estão desentrosados”. “Temos uma boa equipe de vereadores. Nós temos um time, mas nossos jogadores estão desentrosados. Temos referências, mas é cada um por si. Esta é uma das nossas metas. Para conseguir organizar o partido, ocupar o espaço político no cenário da cidade, nós precisamos de uma bancada integrada”, considera.
Respeito à individualidade
Além da ânsia de eleger o primeiro prefeito, o “novo-futuro” presidente do PT na capital diz que manter a bancada unida, considerando as peculiaridades de cada edil, é também uma das prioridades do novo mandato. “Nós temos uma proposta que é a retomada da bancada coletiva com reuniões periódicas com discussão de projetos para que a gente possa ter uma ação sem quebrar as individualidade e característica de cada mandato. Você tem o mais voltado com cultura, outro com médicos. Nós temos que respeitar esta variedade, mas o partido tem que ter uma ação integrada, do jeito que está não funciona”, pontua Edson Valadares.
O futuro presidente ainda lembrou do período em que considerou como uma atuação efetiva da bancada do PT como oposição, levando em conta a participação dos vereadores na Casa Legislativa. “Eu tive a oportunidade de vivenciar a primeira bancada petista, em 1992, com Pinheiro, Zézeu e Zilton Rocha. Nós tínhamos uma bancada que funcionava efetivamente. Tínhamos assessores coletivos, jornalistas, advogados, secretários. Tínhamos uma política coletiva. Os projetos eram discutidos tanto os do executivo quantos os que nós elaborávamos. Havia uma bancada. Tinha um corpo de assessores que instrumentalizava a atuação no plenário”.
Publicada no dia 10 de novembro de 2013, às 20h31
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