Política

PMDB apresenta fatura da "fidelidade" do partido

Publicado em 26/02/2011, às 19h46      Redação Bocão News

Chegou a hora de o PMDB, partido do vice-presidente da República, cobrar a fatura do apoio hipotecado à presidente Dilma Rousseff (PT), na votação do salário mínimo. Depois desta prova de fidelidade, o PMDB espera a “merecida” retribuição. O partido preparou uma listagem com 67 cargos para os quais pretende indicar seus técnicos e apadrinhados. A relação já está em poder da presidente da República; do vice, Michel Temer; e do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

A maior parte das pretensões está no setor de energia — eletricidade e petróleo. Ali, o PMDB pede 22 postos, menos de um terço das diretorias e presidências dessa área. A lista incluiu o nome do ex-ministro das Comunicações no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrotado nas eleições para o governo do Rio Grande do Sul, o ex-senador Hélio Costa.

Ele é indicado para a presidência das Centrais Elétricas de Furnas, cargo para o qual o PMDB indicou oficialmente o ex-senador, mas que terminou fora com a nomeação de Flávio Decat. Na estatal, o PMDB pede ainda a permanência dos diretores de Construções, Marcio Porto, e do financeiro, Luiz Henrique Hamann.

Na Petrobras, a intenção dos peemedebistas é manter Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento e preservar a Diretoria Internacional. O atual diretor dessa área, Jorge Zelada, esteve recentemente em Brasília tratando da sua permanência no cargo, mas seu nome não consta na listagem elaborada pelo PMDB. Traz apenas o cargo, sem o nome do indicado.

A ausência do nome de Zelada é um indicativo de que pode haver mudanças e que há disputa interna pela indicação. Até porque, não traz sequer a palavra “manter” ligada ao nome, como está escrito, por exemplo, na referência aos cargos de Furnas e da Eletronorte.

Para a Transpetro, consta o nome de Sérgio Machado, atual presidente, seguido de um “manter” em negrito.

Quem teve o acesso à pode verificar que 17 cargos trazem a sigla SF e 16, CD, como forma de carimbar desde já as indicações do Senado Federal e as da Câmara dos Deputados.

No caso das duas diretorias da Agência Nacional do Petróleto (ANP), uma está com CD ao lado e a outra com SF, e não traz nomes, a leitura é que os nomes ainda não foram definidos pelo partido.

No caso das agências reguladoras, a lista mostra uma peculiaridade. Até o governo Lula, apenas o Senado tinha acesso a esse setor. À exceção de Haroldo Lima, diretor-geral da ANP, a maioria era de indicação do Senado.

A idéia da presidente Dilma é ocupar as agências com nomeações de técnicos que ela conheça. Os peemedebistas entendem, no entanto, que isso não significa que eles não possam indicar técnicos para ocupar as diretorias das agências reguladoras.

Por isso, além da ANP, incluíram na listagem ainda uma diretoria da Agência Nacional de Saúde (ANS) para indicação da Câmara e uma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o Senado. Não há nomes definidos, o que significa que há mais de uma indicação para as vagas. (Com informações do Correio Braziliense)

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