A mágoa de Marcelo Nilo está longe de ser a única consequência da escolha do governador Jaques Wagner por João Leão, como candidato a vice-governador na chapa da situação. Segundo a coluna Tempo Presente, a escolha do pepista ainda vai exigir do comando governista grandes esforços de engenharia política se a pretensão é ter o PDT no seu ninho.
Ontem, na reunião da cúpula do partido na Bahia com o presidente nacional, Carlos Lupi todos os imbricamentos da questão foram abordados, daí a decisão sobre a definição ser adiada. A tendência é para Rui Costa, diz deputado Félix, presidente do PDT na Bahia, mas há pendências.
Por exemplo: para além das insatisfações pela forma como Marcelo Nilo foi rifada, deu banzé no oeste baiano. Em miúdos: João Leão é aliado do prefeito de Barreiras, Antônio Henrique, que derrotou a então prefeita Jusmari Oliveira, aliada de Otto Alencar e esposa do deputado federal Oziel Oliveira, que é do PDT.
Agora, Leão articula o nome de Roberto Muniz para competir lá com Oziel. O PDT pergunta: ele quer fazer campanha para a chapa majoritária ou para ele? Felix vai levantar as demandas do partido para Rui Costa. É caso de esperar.
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