Política

Contas de João entre a briga de Otto e caciques do PP

Publicado em 16/03/2011, às 11h06      Jota Júnior

Se quiser reverter o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que rejeitou suas contas de 2009, o prefeito de Salvador, João Henrique (PP), vai ter que apelar para as articulações na Câmara de Vereadores. É o que avaliam fontes ligadas à cúpula do tribunal, com base no racha dentro do PP, que colocou em rota de colisão o vice-governador, Otto Alencar, e os caciques do partido, o chefe da Casa Civil do Palácio Thomé de Souza, João Leão, e o ministro das Cidades, Mario Negromonte.

Mesmo com o adiamento da decisão sobre o pedido de recurso impetrado pelos procuradores do Município, o relator do processo, conselheiro Plínio Carneiro Filho, já anunciou que vai manter a rejeição. Carneiro Filho foi indicado para o TCM por Otto, que renunciou ao cargo para concorrer na chapa do governador Jaques Wagner nas eleições do ano passado.

Contudo, fontes com bom trânsito no tribunal avaliam que o pedido de vistas feito na seção da terça-feira (15) pelo conselheiro Francisco Netto pode dar tempo a uma tentativa de reverter a decisão, iniciada por parte dos governistas que apóiam a ligação entre o PT e o PP na prefeitura da capital. “Mas, a rejeição dificilmente será revertida no tribunal. Se João Henrique se safar, será através da Câmara, onde já melhorou bastante as chances”, aponta.

Segundo a chamada Lei da Ficha Limpa, um político que tiver a rejeição de contas referendada no Legislativo fica inelegível por até oito anos. Caso o prefeito de Salvador perca em plenário, onde precisa de 27 dos 41 votos - o equivalente a dois terços da Casa -, ele não poderá se candidatar até 2018. 

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