Política
Publicado em 16/03/2011, às 18h06 Ivana Braga
Gaban disse que aceitou o convite porque se sente à vontade para executar a tarefa, já que durante seu último mandato, como oposição ao governo Jaques Wagner, foi um dos poucos deputados que se debruçou sobre a peça financeira do estado a fim de acompanhar a aplicação dos recursos públicos, apontando as falhas do governo.
Em sua defesa, Carlos Gaban diz não se tratar de "mamata" nem "presente" oferecido por Azi "por amizade entre ambos ou recompensa à batalha travada no Judiciário pelo ex-deputado para manter a validade de seus 32.056 votos recebidos em 2010, que possibilitou a eleição de Azi". "Não há nada de ilícito nem relação de amizade. É uma parceria tão normal quanto às consultorias que presto à empresas da inciativa privada", defende Gaban.
O ex-deputado falou da sua experiência na análise detalhada do Orçamento, justificando ainda que profissionalmente está capacitado a prestar a consultoria solicitada pelo ex-colega de Parlamento.
Sobre sua defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que chegou a anular sua votação tirando a vaga do seu agora empregador, o ex-deputado explicou que o fato já havia sido esclarecido à Justiça Eleitoral e que não podia permitir que sua imagem ficasse arranhada com a suspeita de ter cometido irregularidades. "Claro que beneficiou o deputado, mas não podia deixar meu nome sujo", falou.