Política

Lídice diz que troca na coordenação da campanha de Marina é natural

Candidata diz que saída de Carlos Siqueira é um problema pessoal  |  

Publicado em 22/08/2014, às 07h16      David Mendes (Twitter:@__davidmendes)

A saída do secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, da coordenação da campanha de Marina Silva à presidência da República, após a morte de Eduardo Campos, foi interpretada pela candidata ao governo da Bahia pelo PSB, Lídice da Mata, como um problema pessoal do dirigente partidário, após  o ex-deputado Walter Feldman (PSB-SP) ser nomeado pela presidenciável, seu braço-direito, como coordenador geral. “Ele [Siqueira] era da confiança de Eduardo. Houve um desentendimento e mudou-se. É natural. A campanha é caracterizada pela efervescência, por desentendimentos, mas depois se supera”, afirmou a senadora, em entrevista ao Bocão News.

Para Lídice, a entrada de Feldman não interferirá nas campanhas do PSB nos estados. “Independente da relação pessoal, eu sou do PSB da Bahia. Agora é reorganizar a campanha. Tínhamos uma agenda na Bahia com Campos, vamos ver agora se será mantida com Marina ou se precisará ser reformulada”, disse, ao informar a possibilidade da vinda de Marina ao estado para um possível lançamento da sua postulação rumo ao Palácio do Planalto.

Lídice está em Salvador, onde participa no próximo sábado (23) da missa em homenagem a Eduardo Campos, morto em um trágico acidente aéreo no último dia 13 de agosto. A cerimônia religiosa, marcada para às 20h, será no Mosteiro de São Bento, na capital baiana. O ato contará apenas com membros do partido na Bahia. Nem a viúva Renata Campos, nem os dirigentes nacionais foram convidados. “É uma homenagem a Eduardo, não um evento político”, disse a senadora.


Publicada no dia 21 de agosto de 2014, às 15h55

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