Quatro apostas do PT aos governos estaduais foram derrotados nas urnas no primeiro turno e amargaram saldo negativo superior a 40 milhões de reais. Um levantamento da Veja com base nas prestações de conta divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que somados os débitos de Alexandre Padilha, candidato ao governo de São Paulo, Lindberg Farias, candidato no Rio de Janeiro, Gleisi Hoffmann, que disputou o governo do Paraná e Agnelo Queiroz, no Distrito Federal, ultrapassam 40 milhões de reais.
Somente Padilha, indicado pessoalmente pelo ex-presidente Lula, acumula 24,7 milhões de reais em dívida. Segundo o TSE, Padilha gastou 40,2 milhões de reais e arrecadou apenas 15,5 milhões.
O senador Lindberg Farias, desprestigiado pelo Partido dos Trabalhadores, foi escanteado na disputa de espaço por imposição dos aliados da base de Dilma no Congresso. Lindberg ficou em quarto lugar e amargou uma dívida de 12 milhões de reais. Arrecadou 7,3 milhões e gastou 19,3. Até mesmo o candidato Anthony Garotinho (PR), terceiro colocado na disputa, teve parte das dívidas quitadas pela campanha da presidente reeleita.
A senadora Gleisi Hoffmann, gastou 26,9 milhões de reais e arrecadou 21 milhões. Gleisi teve apenas 14,87% dos votos válidos.
Agnelo Queiroz, que tinha a máquina pública nas mãos, tentava a reeleição como governador distrital, mas não conseguiu sequer levar a disputa ao segundo turno. Gastou 18,4 milhões de reais.
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