Política
Publicado em 05/01/2023, às 09h07 Foto: Divulgação/Sesa Cadastrado por Daniela Pereira
Um dos temas mais polêmicos durante a campanha eleitoral, a legalização e descriminalização do aborto pode voltar a ser discutido se depender do novo secretário de Saúde do Governo Federal, Nésio Fernandes.
Em entrevista ao G1, o secretário de Atenção Primária à Saúde disse que irá revogar documentos com posições “retrógradas” e “ultrapassadas” e saiu em defesa do aborto legal no SUS.
“Eu sou uma pessoa evangélica. No entanto, sei diferenciar o que é uma agenda de saúde pública e uma agenda da fé de cada um. Negar o acesso ao aborto nas condições previstas em lei é submeter essas vítimas de violência a outras violências. […] Toda e qualquer produção de nota técnica, portaria ou instrumento normativo que existir no Ministério da Saúde legitimando posições retrógradas e que não garantem direitos serão revogadas, sem dúvida alguma”, afirmou.
Durante a entrevista, Fernandes ainda falou sobre retomar o programa Mais Médicos com brasileiros e estrangeiros e garantiu elevar a cobertura vacinal.
“O grau de hesitação vacinal que está presente hoje na população não tem paralelo na história recente do país. Grupos antivacina foram acolhidos pelo governo federal. Grande parte da população acabou seguindo essas teses legitimadas pela instituição, pelo Ministério da Saúde”, disse.
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