Política
Publicado em 23/01/2026, às 10h52 Devid Santana/BNews Matheus Simoni e Yuri Pastori
O pré-candidato ao Governo da Bahia e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, voltou a comentar a menção do senador Jaques Wagner (PT) a uma suposta pesquisa eleitoral que mostraria Jerônimo Rodrigues (PT) na frente da corrida eleitoral. As falas chegaram a motivar uma ação por parte do partido União Brasil contra o petista Wagner por eventual divulgação de pesquisa eleitoral falsa. Na última quarta-feira (21), durante entrevista a uma emissora de rádio de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, o senador teria exposto números da pesquisa em questão.
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"Mais uma vez a gente monstra o desespero que toma conta dos nossos adversários. Veja que ponto chegou: o senador Jaques Wagner, que reputo ser uma pessoa cuidadosa e experiente na política, faz referência a uma pesquisa que não existe. Uma coisa incrível. Eles não têm limite, nós sabemos disso. Mas uma das virtudes nossas é a de encarar esse tipo de coisa, as mentiras que trabalham, com resiliência, calma, paciência e tranquilidade. O que importa é a vontade dos baianos", disse ACM Neto nesta sexta-feira (23), durante missa em memória de Alan Sanches (União Brasil), deputado estadual que morreu no último sábado (17).
Ele foi desmentido pelo presidente do instituto. É bom lembrar que já a partir de agora todas as pesquisas eleitorais precisam passar pelo registro do TRE. Estamos no ano da eleição. Não é possível você falar sobre números, especular. Você precisa registrar, sob pena de cometer crime eleitoral", acrescentou Neto.
ACM Neto ainda falou sobre a possibilidade de Jerônimo não concorrer ao pleito estadual em 2026. Ele comentou que se limita a falar sobre o que viu na imprensa. No entanto, o ex-prefeito de Salvador defende que Jerônimo seja o candidato natural à reeleição, contrariando possíveis notícias de que o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), seja o escolhido de Lula para o governo da Bahia.
"Eu falei claramente que eu não tenho que me meter nisso. Foram vocês, jornalistas, veículos sérios que estão comentando essa possibilidade. Saiu anteontem na Globonews e na CNN. Não foi 'plantação baiana', foi uma matéria nacional, de que Lula poderia estar cogitando substituir Jerônimo. Não sou eu que estou falando isso, gente do próprio grupo deles é que comenta isso. Eu entendo e espero que meu adversário seja Jerônimo", disse.
"A gente quer debater a realidade da Bahia, que ele faltou com a palavra nesses quatro anos, as frustrações de quem votou e acreditou nele em 2022 e agora está decepcionado. Imagine que é a primeira vez que um governador pode disputar a reeleição na Bahia e que há essa discussão, se ele é ou não candidato, se reúne ou não condições de disputar e se tem ou não condições de enfrentar essa luta. Isso não é meu, é problema deles. Não tenho nada a ver com isso", declarou.
O ex-prefeito comentou a recente decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que assinou medida provisória que altera o cálculo do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica. A mudança eleva o piso nacional dos professores de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63. O aumento é de R$ 262,86 –uma atualização de 5,4%. Neto citou que o aumento assinado por Lula é incoerente, já que pessoas que ganham abaixo de R$ 5 mil teriam isenção no Imposto de Renda (IR).
"Mais uma incoerência. Ele sempre nas campanhas, discursos e propagandas, se usam dos servidores públicos, principalmente de professores, tentam manipular várias classes de servidores públicos. Mas quando a gente vê na prática, a atuação é completamente diferente: vira as costas, trata mal e parte para tributar. Aqui na Bahia temos outros agravantes, como a crise do Planserv, que vem piorando em nosso estado e diminuindo os serviços. É mais uma demonstração de uma frustração", disse Neto.
A frustração com Jerônimo não é muito diferente em relação à expectativa que os brasileiros criaram sob o governo de Lula. Esperava-se picanha, cerveja e prosperidade, mas o que a gente está vendo é um país em crise, com déficit fiscal importante e que tem um governo que não consegue economizar, melhorar a produtividade, só tendo um caminho, que é tirar direito do cidadão, do contribuinte e, agora, dos professores e servidores", acrescentou.
A informação, no entanto, é diferente do que diz a Receita Federal. Em nota após rumores nas redes sociais, o Fisco declarou que a reforma do Imposto de Renda faz com que mais contribuintes deixem de pagar IR e outros passem a pagar menos, tornando a tributação mais progressiva.
Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar aproximadamente R$ 46,78 mensais de IR.
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