Política
Publicado em 17/09/2026, às 12h26 Devid Santana / BNews Anderson Ramos
O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) reagiu à decisão do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), em rejeitar pedidos de busca e apreensão contra ele no âmbito da nova fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17).
Em nota divulgada à imprensa, o ex-prefeito de Salvador alegou inocência e disse que a veiculação da notícia com o seu nome na imprensa é uma “clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento”.
No comunicado, ACM Neto ainda disse que nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que o relacionasse à prática de ato ilícito e que não tem nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados.
“A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa”, afirmou. Veja a nota na íntegra ao final do texto.
A investigação apura suspeitas de fraudes em licitações públicas na área de educação em Belo Horizonte, com contratos que chegam a R$ 80 milhões.
Segundo a investigação, ACM Neto é suspeito de ter indicado um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de selecionar empresários para participar de licitações públicas. Conforme a apuração, posteriormente haveria retorno em forma de propina.
A PF também investiga a influência do União Brasil sobre indicações para cargos públicos em troca de possíveis retornos ilícitos em contratações. ACM Neto é vice-presidente nacional do partido.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia apresentado parecer favorável à busca e apreensão contra o candidato. Nunes Marques, porém, considerou que não havia base legal para autorizar a medida.
Nota à imprensa de ACM Neto sobre Operação Overclean
“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento.
Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia.
A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa. Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder, tentando inclusive usar as estruturas de Estado para interferir no resultado da eleição. Nada disso vai me abalar e nem me desviar do meu propósito de servir ao povo da Bahia.
Seguirei rodando o Estado, divulgando minhas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o povo terá oportunidade de dar uma resposta nas urnas.”