Política
Publicado em 10/06/2026, às 06h47 Ricardo Stuckert / Institutlo Lula Rebeca Santos
A defesa de Thiago Barboza, condenado a oito anos de prisão por terrorismo, está contestando a sentença. Segundo os advogados, a decisão se baseou em “inferências”. O recurso foi apresentado no mês passado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
A investigação apontou que Barboza tinha objetos explosivos. Em fóruns extremistas, ele publicou uma foto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tratando-o como “inimigo” e integrante da “narco-democracia” que precisava ser “derrubada”.
No recurso, a defesa afirmou que “a conclusão condenatória resulta de raciocínio indiciário acumulativo”. E completou: “Não haveria qualquer elemento isolado ou conjunto permita afirmar, com segurança jurídica, que o recorrente estava prestes a praticar ato terrorista ou que já havia ultrapassado a esfera de cogitação, pesquisa ou preparação abstrata”.
“A posse de objetos de uso ambíguo, eventual interesse por conteúdo ideológico e suposta ocultação digital não bastam para configurar ato preparatório de terrorismo. É necessária prova de que tais elementos estavam concretamente direcionados à execução de atentado”.
O advogado não quis comentar sobre uma foto em que Barboza trata Lula como “inimigo” e integrante da “narco-democracia brasileira”.
Em uma carta obtida pelo Metrópoles, Barboza contou que mudou de penitenciária 10 vezes em apenas sete meses.
“Registra-se a ocorrência de conflitos internos, incluindo ameaças”, afirmou o condenado por terrorismo.
Atualmente preso em Presidente Prudente (SP), ele pediu para ser transferido para Tremembé (SP), o presídio conhecido por abrigar pessoas famosas, como o ex-jogador Robinho. Até o momento, não houve decisão sobre o pedido.
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