Política

Advogados que atuaram na defesa de Bolsonaro assumem caso do cunhado de Vorcaro durante negociação de delação premiada

Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, busca acordo de delação premiada enquanto está preso em Potim  |  Divulgação - Moriah Asset / Banco Master - Agência Brasil

Publicado em 25/03/2026, às 14h37 - Atualizado às 14h42   Divulgação - Moriah Asset / Banco Master - Agência Brasil   Cauan Borges

O pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, iniciou negociações para firmar um acordo de delação premiada. As tratativas ocorrem em conjunto com Vorcaro, também investigado no caso. Zettel está preso desde o início de março no município de Potim, em São Paulo. Nesta quarta-feira (25), o pastor também promoveu uma mudança em sua equipe de defesa.

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Os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção deixaram o caso ao alegar “motivo de foro íntimo”, conforme comunicado divulgado à imprensa pelo escritório. A defesa do empresário no Supremo Tribunal Federal passará a ser conduzida pelo advogado Celso Vilardi.

Os defensores que deixaram o caso já atuaram anteriormente na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e do general Walter Braga Netto em investigações relacionadas à suposta trama golpista, segundo informações do UOL.

🗣💼 💸 Advogado que atuou na defesa de Bolsonaro assume caso ligado ao Banco Master

📍 Nesta quarta-feira (25), o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, passou a ser representado pelo advogado Celso Vilardi, que atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro no… pic.twitter.com/ULfYf4LslT

— Sputnik Brasil (@sputnik_brasil) March 25, 2026

Segundo as apurações, Zettel é apontado como um dos principais operadores do esquema de desvio de patrimônio ligado ao Banco Master. Durante quatro anos, ele teria atuado como diretor da empresa Super Empreendimentos e Participações, apontada como responsável pela aquisição de imóveis de alto padrão em nome do banqueiro, de acordo com informações da Procuradoria-Geral da República.

O empresário chegou a ser preso em janeiro durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o banco, mas foi liberado posteriormente.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, revelado pelo jornal O Globo, indicou transferências de cerca de R$ 1,5 milhão realizadas por Zettel ao irmão de um ex-diretor do Banco Central do Brasil, Paulo Sérgio Neves de Souza.

De acordo com representação da Polícia Federal que levou à terceira fase da operação, Zettel teria atuado como intermediário no pagamento de propina a servidores do Banco Central que atualmente estão afastados, entre eles Belline Santana e o próprio Neves de Souza.

Já Daniel Vorcaro também negocia um acordo de colaboração com as autoridades. Na semana passada, ele foi transferido para a superintendência da Polícia Federal em Brasília para facilitar as negociações e assinou um termo de confidencialidade, etapa inicial do processo de delação premiada.

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