Política
Publicado em 21/10/2026, às 11h45 Arquivo BNEWS Anderson Ramos
O deputado federal reeleito Afonso Florence (PT) acusou o candidato derrotado ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) de tentar desviar o foco do desafio de abrir o sigilo bancário, telefônico e fiscal proposto pelo governador Jerônimo Rodrigues e os senadores eleitos Rui Costa e Jaques Wagner.
Em resposta ao desafio proposto pelos petistas, o ex-prefeito de Salvador publicou em sua rede social, na noite desta terça-feira (20), um vídeo no qual rebate o desafio da cúpula petista a também disponibilizarem informações sobre seus patrimônios, com destaque para dois apartamentos avaliados em R$ 10 milhões de Rui e Wagner.O ex-prefeito acusou os adversários de fazerem um “jogo de cena”.
“ACM Neto tenta desviar o foco das atenções da conjuntura, que é sobre a abertura de sigilo. Lula formalizou à disposição de abrir os sigilos dele e da família e desafiou Flávio a fazer o mesmo. Jerônimo, Rui e Wagner fizeram o mesmo com ACM Neto. A resposta de ACM Neto, ao invés de aceitar o desafio e abrir o sigilo dele, foi exigir explicações de Wagner e Rui sobre fatos pretéritos investigados pela Polícia Federal, por Polícia Civil, e não respondeu ao tema, que é o tema do sigilo”, disse o parlamentar ao BNews.
Florence citou a investigação da Polícia Federal que apura a relação de Neto com o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
“A Polícia Federal identificou depoimento de Vorcaro de que ele e o presidente do partido dele, Antônio Rueda receberam 10% de propina em compensação para recursos que eles articulavam de fundos de previdência de entes públicos a serem aplicados no Master. Então, a pergunta que o povo quer saber é: ACM Neto levou quanto, considerando 10% ? Esse valor que ele recebeu foi correspondente a qual fundo de pensão? Ele tem que se explicar”, disse.
Para Afonso Florence, o apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais se justifica por uma proteção contra investigações caso o filho 01 de Jair Bolsonaro seja eleito presidente.
“Ele é cúmplice de um cara que é patrocinador de milícias e que está todo enredado em denúncias de corrupção. Ele quer foro privilegiado para si e para Bolsonaro, que é o Flávio, que é o candidato dele à presidência da república. Ele vai tentar se blindar através de um Presidente da República que, igual ao pai, interfere na autonomia da Polícia Federal. A conclusão que a gente chega é que ele está apoiando o Flávio querendo se blindar para os supostos ilícitos, crimes de corrupção que ele tenha praticado não sejam investigados com independência pela Polícia Federal, pelo Ministério Público”, avaliou.