Política

Além de Vorcaro, veja quem está no inquérito do Banco Master relatado por Mendonça após quebra de sigilo

Com a decisão de André Mendonça, documentos e depoimentos do caso Banco Master se tornam acessíveis ao público e à Justiça.  |  Divulgação

Publicado em 11/09/2026, às 00h59 - Atualizado às 01h05   Divulgação   Henrique Brinco e Cláudia Cardozo

O Inquérito 5.026, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro André Mendonça, reúne o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e pelo menos outros dez nomes que aparecem no cadastro oficial da Corte como investigados. A relação inclui executivos e ex-executivos do Master, dirigentes e ex-dirigentes do Banco de Brasília (BRB), empresários e pessoas apontadas como ligadas às operações sob investigação.

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Além de Vorcaro, aparece como investigado Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, ex-presidente do BRB. Ele comandou o banco durante o período em que a instituição avançou nas negociações com o Master e foi preso preventivamente por determinação de Mendonça em abril deste ano. A investigação apura suspeitas relacionadas às operações entre as duas instituições financeiras.

Outro nome ligado ao BRB é Dário Oswaldo Garcia Junior, ex-diretor financeiro da instituição. Segundo reportagens baseadas nas investigações, ele é alvo de apurações por suspeitas de gestão fraudulenta e associação criminosa relacionadas às operações envolvendo o Master. Conversas extraídas de seu celular também foram analisadas pela Polícia Federal.

Também figura no processo Robério Cesar Bonfim Mangueira, que atuava como superintendente de Operações Financeiras do BRB. Ele apresentou ao Banco Central documentos relacionados às transferências de recursos entre o banco público e o Master e esteve entre os investigados convocados para prestar depoimento à Polícia Federal.

Do lado do Banco Master, estão o baiano Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro; Luiz Antonio Bull, ex-diretor executivo; Alberto Felix de Oliveira Neto, que atuava como superintendente executivo de Tesouraria; e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, apontado como sócio e executivo do banco. Os quatro foram alvo de medidas na primeira fase da Operação Compliance Zero e aparecem entre os investigados do INQ 5.026.

A lista inclui ainda André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto, empresários ligados à Tirreno. Outro investigado é Ascendino Madureira Garcia, conhecido como “Dino”. Ele é apontado em reportagens como operador financeiro ligado ao grupo de Vorcaro e teve atuação na Master Corretora. Segundo informações divulgadas durante as investigações, a Polícia Federal o apontou como operador tático de Vorcaro. 

A relação processual, contudo, não significa que todos respondam pelas mesmas suspeitas ou que tenham sido denunciados criminalmente.

Veja os nomes relacionados:

André Mendonça determinou a quebra do sigilo

O INQ 5.026 ganhou novo peso após o ministro André Mendonça determinar nesta quinta-feira (11), o levantamento do sigilo do processo e de outros procedimentos relacionados ao caso Master. A decisão também determinou o envio de cópias integrais dos autos à Presidência e aos demais gabinetes do STF.

Com a abertura do material, documentos, depoimentos, pedidos da Polícia Federal e manifestações das defesas que permaneciam protegidos por sigilo poderão ser analisados. O processo já acumula centenas de petições protocoladas desde o início de 2026, indicando que o inquérito reúne um extenso conjunto de diligências e informações sobre as operações que envolveram o Banco Master e o BRB.

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