Política

Alexandre de Moraes diz que André Mendonça está "protegendo grupo político"

Moraes reforçou que André Mendonça não pode escolher quais documentos devem ser públicos  |  Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil e Luiz Roberto/TSE

Publicado em 11/09/2026, às 19h26 - Atualizado às 19h57   Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil e Luiz Roberto/TSE   Héber Araújo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (TSF), voltou a se manifestar contra o colega de Supremo, ministro André Mendonça. Em nova manifestação, Moraes insistiu que Mendonça realiza levantamento seletivo de informações e o acusou de defender “grupo político”

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Em nova petição, Moraes acusou o relator do caso Master de fazer “levantamento seletivo e direcionado do sigilo com proteção ostensiva de determinado grupo político”. Moraes ainda sustenta que Mendonça não pode determinar quais os documentos que o colegiado do STF pode conhecer ou não. 

“Reitero ao Excelentíssimo Presidente [Edson Fachin] a necessidade de acesso integral, sob pena de grave ferimento ao principio do devido processo legal, com a suspensão ao Colegiado do conhecimento de 18 PETs e de 1801 documentos existentes nas demais 13 PETs”, reforçou o ministro em sua petição.

Reprodução
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Moraes, no entanto, não identificou de qual grupo político seria esse apoio de Mendonça. Vale lembrar que o relator do Caso Master se tornou ministro do STF em 2021, após ser indicado para o cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O magistrado, inclusive, vem recebendo apoio público de diversos membros do bolsonarismo, inclusive do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro.

Mais cedo, Alexandre de Moraes havia pedido a derrubada imediata de todo e qualquer sigilo dos documentos do caso Master. O ministro ainda recebeu apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também solicitou a retirada do sigilo das investigações.

O presidente do STF, Edson Fachin, acolheu o pedido da PGR e orientou Mendonça a retirar o sigilo em até 24 horas. No entanto, a resposta do relator do caso foi que todos os documentos que deveriam ter seu sigilo retirado já foram divulgados.

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