Política
Publicado em 06/10/2026, às 10h32 - Atualizado às 11h38 Carlos Moura | Agência Senado Alex Torres
Considerado um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) pode ganhar ainda mais protagonismo em 2027. O parlamentar é cotado pelo partido para disputar a presidência do Senado e já teria se comprometido a aceitar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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A informação foi divulgada pelo site O Brasilianista, que revelou que senadores próximos ao núcleo de Marinho confirmaram que, para a próxima legislatura, já estão se organizando para que o senador potiguar, e também coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, possa comandar o Senado nos próximos dois anos.
Por conta da eleição do último domingo (4), a partir do ano que vem, o PL passará a contar com um total de 28 senadores, número expressivo e que corresponde a mais do que 30% de todos os parlamentares da Casa. O domínio deve servir para que a legenda se movimente com o objetivo de ocupar a vaga que atualmente pertence a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Vale destacar que a presidência do Senado Federal possui importante papel nos processos envolvendo os ministros do STF. Um dos exemplos é que cabe ao presidente da Casa receber e dar prosseguimento aos pedidos de impeachment apresentados contra integrantes da Suprema Corte.
Segundo O Brasilianista, com a nova composição, 54 senadores — equivalente a dois terços da Casa — já teriam confirmado que votarão a favor do impeachment de Alexandre de Moraes, que seria um dos alvos principais. A publicação traz ainda a estimativa de que 66 pedidos tenham sido apresentados contra o ministro do STF somente entre os anos de 2022 e 2026.
A possível chegada de Rogério Marinho à presidência do Senado, entretanto, ainda dependerá de uma eleição interna entre os 81 senadores. Para ser escolhido, o parlamentar precisará construir maioria dentro da Casa, incluindo votos de partidos que não fazem parte do campo político do PL.
O pleito que definirá a presidência do Senado acontece no início da próxima legislatura, marcada para fevereiro de 2027. O vencedor ficará responsável por comandar os trabalhos da Casa durante o biênio 2027-2028.