Política

Aliados de Dino partem pra tudo ou nada após escândalo de grampos e documentos falsos no STF

Os deputados chamaram a gravação de “clandestina” e “ilegal”  |  Tom Costa/Divulgação

Publicado em 24/10/2025, às 06h56   Tom Costa/Divulgação   Rebeca Santos

Deputados aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino romperam com o governador do Maranhão, Carlos Brandão, na última terça-feira (21), após a divulgação de uma gravação secreta.

A gravação, feita por um aliado de Brandão, mostrava conversas dos deputados federais Rubens Jr (PT-MA) e Márcio Jerry (PCdoB-MA) mencionando processos julgados por Dino que afetaram aliados do governador.

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Os deputados chamaram a gravação de “clandestina” e “ilegal” e decidiram devolver duas secretarias que seu grupo controlava no governo Brandão.

O rompimento preocupa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, há duas semanas, durante uma visita ao Maranhão, pediu que Brandão e Dino assumissem “responsabilidade” e evitassem “brigar dentro de casa”.

Em entrevista à TV Mirante, Lula disse que a divisão entre eles poderia “dar aos adversários uma chance de ganhar” as eleições de 2026.

Sobre a gravação, a assessoria do STF comentou que Dino “não atua em assuntos políticos” desde que assumiu o cargo na Corte, em 2024.

A nota também diz que “é impossível manifestar-se sobre gravações telefônicas de terceiros, de origem desconhecida e produzidas em dados não informados”.

Na Câmara, Rubens Jr afirmou que foi “gravado ilegalmente” enquanto dava um retorno ao governador sobre uma conversa com Dino.  Ele não detalhou o conteúdo do diálogo. 

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