Política

Aliados de Lula criticam Moraes por barrar visita dos filhos a Bolsonaro

Lulistas avaliam que decisão fortalece discurso de “vitimismo” do bolsonarismo e pode favorecer campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência  |  Lula - Ricardo Stuckert/PR

Publicado em 10/08/2026, às 11h58 - Atualizado às 12h18   Lula - Ricardo Stuckert/PR   Eduardo Costa

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reprovaram, nos bastidores, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de negar a visita dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, no Dia dos Pais.

Segundo informações do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, os lulistas avaliam que a medida reforçar o discurso de "vitimismo" adotado pelos bolsonaristas e, na prática, pode favorecer a campanha de Flávio ao Palácio do Planalto.

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Para aliados Lula, a decisão de Moraes deu ao clã bolsonarista um novo episódio para explorar politicamente contra o STF e alimentar a narrativa de perseguição.

O magistrado negou, no último sábado (8), o pedido dos advogados de Bolsonaro para que ele recebesse a visita dos filhos. Ele argumentou que a solicitação estava prejudicada pela decisão anterior do próprio ministro que proibiu visitas ao ex-presidente por 90 dias.

Carlos Moura/Agência Senado
Lula Marques / Agência Brasil
Roberto Jayme / Ascom / TSE
Reprodução/X - @bolsonaroSP
reprodução/Redes sociais

Flávio Bolsonaro reage a Moraes

Após a decisão de Moraes, Flávio Bolsonaro reagiu a Moraes e utilizou as redes sociais para criticar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio classificou a decisão como uma restrição à liberdade do ex-presidente.

“Moraes proibiu a mim e aos meus irmãos de visitarmos nosso pai justamente no Dia dos Pais. Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora para acabar!”, declarou.

Alexandre de Moraes afirmou que continua em vigor uma decisão de julho que suspendeu, por 30 dias, as visitas ao ex-presidente. A determinação permite atualmente apenas atendimentos médicos, sessões de fisioterapia e encontros com advogados.

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