Política
Publicado em 19/10/2026, às 08h08 - Atualizado às 08h10 Reprodução Redação Bnews
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repercutiram o debate presidencial da Band com uma provocação ao senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre a abertura de sigilos bancários e telefônicos.
Em vídeo publicado por Camilo Santana (PT), no qual também aparece o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), o senador eleito Rui Costa (PT) e Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), o adversário do presidente Lula na disputa após o debate da Band é provocado: “Abre o sigilo, Flávio!”. A fala é em referência ao desafio feito pelo presidente durante o confronto eleitoral.
Durante o debate da Band, Lula desafiou Flávio Bolsonaro a abrir os sigilos bancários e telefônicos dos dois candidatos e de seus familiares. O presidente propôs que os documentos fossem entregues aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para avaliação antes da votação do segundo turno.
“Quero fazer um desafio ao Flávio. O Flávio Bolsonaro aqui, muito se falou de corrupção. Eu vou fazer uma proposta para você. Eu desafio você e eu, amanhã, a abrirmos a nossa conta bancária, abrirmos o nosso sigilo telefônico, para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão”, disse.
Na sequência, Lula detalhou a proposta de abertura dos dados dos familiares e de envio dos documentos aos tribunais.
“Abrir o telefone, o sigilo do telefone, a sua conta bancária. Eu abro a minha família inteira e você abre da sua família. Entregamos ao presidente da Suprema Corte, do TSE, o seu documento e o meu para que avaliem, antes das eleições, quem é quem na história desse país, quem é corrupto, ladrão, senão o povo vai ser enganado outra vez”, disse Lula.
Camilo Santana, Rafael Fonteles, Rui Costa e Sidônio Palmeira provocam Flávio Bolsonaro: “Abre o sigilo, Flávio!”, em referência ao desafio feito por Lula no debate da Band. https://t.co/QE6GvG7edd
— bnewsvideos (@bnewsvideos) October 19, 2026
Flávio Bolsonaro afirmou que não tinha nada a esconder, mas rebateu o presidente com acusações sobre a origem de seus recursos financeiros, mesmo sem apresentar provas.
“Eu não tenho absolutamente nada a esconder. Só que a questão, Lula, é que o seu dinheiro é por fora sempre. Não está na sua conta, está em algum outro lugar”, afirmou.
Em seguida, o senador direcionou as críticas a supostos recursos relacionados a produções audiovisuais e ao Instituto Lula, sem aceitar formalmente o desafio nos termos propostos pelo presidente.
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