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Política

Alto escalão do Exército prevê civil bolsonarista como ministro da Defesa no Governo Flávio Bolsonaro

Nome ligado a Eduardo Bolsonaro e que já atuou no Ministério da Defesa no governo Bolsonaro ganhou força  |  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 08/10/2026, às 16h32   Marcelo Camargo/Agência Brasil   Héber Araújo

O possível governo Flávio Bolsonaro (PL) tem sido pauta de conversas entre membros da cúpula do exército braisleiro. Conforme relatou a Folha de São Paulo, os militares têm discutido a possibilidade de um não militar ocupar o cargo de ministro da Defesa, assim que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro assumir a presidência.

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O cargo foi ocupado por civis desde a metade do governo Michel Temer (MDB) até a conclusão do governo Bolsonaro. No terceiro mandato do presidente Lula (PT), quando o petista retomou a indicação de militares para a posição, que coordena o Exército, a Marinha e a Aeronaútica.

Entre os oficiais do topo da hierarquia suspeita-se o exército suspeita-se que o nome mais cotado para a vaga seja o de Marcos Degaut, que já exerceu o cargo de secretário de Produtos de Defesa da pasta. Ele é próximo de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que também é cotado para assumir o Itamaraty, onde prometeu fazer uma reforma entre os diplomatas.

Degaut foi um membro ativo dentro do governo Bolsonaro, tendo saído em 2022. Entre os anos de 2023 e abril de 2024, foi o diretor do principal conglomerado de defesa dos Emirados Árabes Unidos, o Edge Group, para Brasil e América Latina. Os militares questionam essa relação com a Edge, visto que a empresa adquiriu o controle da fabricante de mísseis.

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