Política
Publicado em 09/07/2026, às 07h26 Divulgação Henrique Brinco
Pela primeira vez desde a redemocratização, temas geopolíticos passam a influenciar diretamente o debate eleitoral no Brasil, obrigando governo e oposição a defenderem não apenas projetos para o país, mas também a forma como pretendem se relacionar com os Estados Unidos.
A participação de Flávio Bolsonaro ilustra esse novo cenário. Ao levar para uma audiência internacional críticas ao governo Lula e projeções sobre a sucessão presidencial, ele deslocou o foco da discussão comercial para a política doméstica. A estratégia agradou parte do eleitorado mais ideológico, mas causa problemas para o setor produtivo.
Flávio acabou destoando da preocupação das empresas, que buscavam uma saída prática para reduzir os impactos das tarifas sobre a economia brasileira.
Ao mesmo tempo, o governo também enfrenta dificuldades. O discurso de defesa da soberania nacional fortalece sua narrativa política, mas precisa ser acompanhado de resultados concretos nas negociações com Washington para evitar prejuízos econômicos.
No fim, as loucuras Donald Trump estão servindo para mostrar quem é quem.