Política
Publicado em 22/09/2026, às 15h27 Devid Santana / BNews Héber Araújo e Thiago Teixeira
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, revelou que determinou a quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos do ex-prefeito e candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil). As quebras dos sigilos ocorreram através das petições nº 16.400 e 16.461, que estão relacionadas a Operação Compliance Zero, responsável pela investigação Banco Master.
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As decisões foram postas em sigilo para não comprometer as investigações em andamento e, dessa forma, comprometer uma eventual nova fase da investigação. A revelação consta em um documento enviado por Mendonça ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, em resposta às acusações que foram feitas por Alexandre de Moraes.
O BNews obteve acesso ao documento em questão, que foi enviado a Fachin na segunda (21).
Nele, André Mendonça contestou o relatório de inteligência da Polícia Federal, onde foi apontado que ele havia usado critérios políticos diferentes para analisar investigados de campos políticos distintos. Foi nesta contestação que o ministro usou como exemplo o caso do ex-prefeito e do filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“Seja por qual motivo for, escolheu-se comparar a situação de Antônio Carlos Magalhães Neto (investigado na Operação Compliance Zero), com a situação de Fábio Luís Lula da Silva (investigado na Operação Sem Desconto)”, declarou o ministro em um trecho do documento.
Dessa forma, o ministro tornou pública as medidas contra ACM Neto e Lulinha, afirmando que ambos foram submetidos a medidas semelhantes.
“No âmbito das investigações concernentes à Operação Sem Desconto, como depois tornou-se fato público e notório, Fábio Luís Lula da Silva teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por meio de decisões proferidas nas Pets nº 15.068/DF e 15.071/DF. Por sua vez, no âmbito da Operação Compliance Zero, Antônio Carlos Magalhães Neto teve igualmente quebrados os seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, por meio de decisões proferidas nas Pets nº 16.400 e 16.461, as quais permaneciam em sigilo na tentativa de não frustrar a eventual deflagração de fase ostensiva posterior das investigações”, destacou.
Apesar de afirmar que quebrou os sigilos do postulante a governador da Bahia, Mendonça não revelou o que teria motivado a decisão e nem qual foi o resultado da análise dos dados obtidos. Também não consta no documento se ACM Neto está sendo acusado ou responsabilizado criminalmente.
O BNews entrou em contato com ACM Neto, através de sua assessoria, solicitando um posicionamento sobre a quebra de sigilo ordenada por André Mendonça. No entanto, até o fechamento desta matéria não obtivemos retorno. O espaço segue aberto para qualquer esclarecimento.