Política
Publicado em 15/10/2024, às 14h00 Reprodução Daniel Serrano
O senador Ângelo Coronel (PSD) avaliou como negativo o desempenho do PT nas eleições municipais deste ano. Em entrevista ao PodZé na última segunda-feira (14), o parlamentar apontou para um encolhimento do partido depois do resultado das urnas divulgado no último dia 6 de outubro.
"Isso é conta, né? Aí não é questão de ser contra ou a favor do PT. Realmente, houve um encolhimento. Ainda tem-se Lula como maior do que o PT. Então, Lula ainda continua sendo maior do que o próprio partido que ele criou. Mas a agremiação em si é só você somar todos os estados da Federação, houve um encolhimento. Enquanto isso, o PSD se tornou o maior partido do Brasil com 852 prefeituras. Dentro dessas, a Bahia com 115. Então houve um crescimento do PSD e um encolhimento do PT”, disse Coronel.
Ao ser questionado sobre a aliança entre PT e PSD, o senador tratou de relativizar a parceria entre as legendas. Coronel lembra que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, é secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e tem o senador Vanderlan Cardoso, ligado a Jair Bolsonaro. Enquanto isso, o PSD tem três ministros no governo Lula e o diretório baiano da sigla está ligado ao PT.
"O PSD é livre. Em São Paulo, Kassab é secretário da Casa Civil do governador Tarcísio e o próprio PSD tem três ministros dentro do governo Lula. No estado de Goiás, Vanderlan [Cardoso], que é senador, é ligado a Bolsonaro. Na Bahia, nós somos ligados a Lula. Então, o partido é bem eclético, o partido não tem nenhuma amarra de dizer 'vocês são obrigados a apoiar grupo tal'. Isso não existe no PSD e por isso o PSD cresce”, disse o senador.
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