Política
Publicado em 11/10/2026, às 07h35 Reprodução/Redes Sociais Thiago Teixeira
O Partido Liberal (PL)retomou suas articulações para encontrar uma saída para a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe, após a vantagem aberta pelo Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições de 2026.
De acordo com O Globo, a margem positiva do "01" de Jair Bolsonaro reacendeu a possibilidade entre aliados, uma vez que agora o PL possui 121 deputados e 28 senadores eleitos. O cenário já tem feito dirigentes refazerem as contas para viabilizar uma anistia que alcance o ex-presidente.
A adesão de PP, União Brasil, Republicanos, Novo e Podemos abriu novos canais de negociação, e a pauta virou tema em encontros com os partidos. A mobilização ocorre em paralelo à aproximação com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à tentativa da defesa de reverter a sentença por meio de uma revisão criminal.
Decisões recentes do Judiciário alimentam a percepção de uma possível distensão com o bolsonarismo, embora novas medidas contra integrantes da família contrariem essa leitura. O objetivo de pessoas próximas ao ex-presidente é permitir que ele deixe a prisão ainda em 2026 e participe de uma eventual posse do filho, marcada para o dia 5 de janeiro.
Vocês verão no dia 6 de janeiro de 2027, na data da posse, Flávio Bolsonaro fazendo uma oração, entregando o Brasil nas mãos de Deus. E vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente", afirmou Flávio no sábado (10), em agenda em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Vale lembrar que, antes do primeiro turno, a avaliação era que as chances de uma solução para Jair Bolsonaro, diante da resistência no STF e das dificuldades no Congresso, eram remotas. O novo cenário levou dirigentes do PL a refazer as contas para a anistia, que passou a integrar as conversas com partidos incorporados à campanha.