Política

Após campanha caótica, laudo falso e indefinição sobre 2º turno, paulistas vão às urnas neste domingo (6)

Eleitores ainda tem dúvidas sobre nova gestão da maior cidade do Brasil  |  Prefeitura de São Paulo | Instagram | Bob Paulino/TV Globo | Instagram | Instagram

Publicado em 06/10/2024, às 06h51   Prefeitura de São Paulo | Instagram | Bob Paulino/TV Globo | Instagram | Instagram   Andreza Oliveira

Os eleitores de São Paulo irão às urnas neste domingo (6), para cravar, ou tentar, uma disputa que, conforme grande parte dos levantamentos de intenção de voto tem o resultado imprevisível, sem que nenhum candidato tenha garantia de que estará elegível em um eventual segundo turno. 

De acordo com as pesquisas, Ricardo Nunes (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Pablo Marçal (PRTB), disputarão o eleitorado palmo a palmo em uma eleição que teve um empate técnico, que persistiu nas últimas semanas, depois de uma tensa campanha e, agressiva, em alguns momentos, entre os candidatos. Com a incerteza ampliada, não é possível apontar o efeito que terá a divulgação de de um laudo falso contra Boulos por parte de Marçal na reta final da campanha. 

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Mesmo controlando a máquina municipal, Nunes, que está bem avaliado nas pesquisas e conta com o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), chega ao pleito com menos força do que seus aliados esperavam. O cálculo era de uma margem que garantisse tranquilamente um segundo turno, onde, conforme as pesquisas, Boulos e Marçal levariam. Uma derrota ainda no primeiro turno seria dura até mesmo para o futuro político do prefeito.

No entanto, diante da indefinição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao fazer acenos mais claros ao candidato apoiado por seu partido, foi aberto o espaço para o surgimento de um novo nome à direita que, além de brigar por uma vaga no segundo turno, busca novos caminhos nas próximas eleições nacionais - sem esconder que trabalha para, futuramente, disputar a Presidência, rachando a direita e fazendo que cada vez mais apoiadores de Bolsonaro passem a aderir a suas ideias.

Para chegar neste domingo com chances de ir para a segunda etapa, Marçal utilizou uma campanha agressiva, que algumas vezes, foi desleal contra os oponentes. Divulgou uma série de acusações sem provas contra eles, culminando com a divulgação de um laudo falso contra Guilherme Boulos na noite de sexta-feira. Ele também cravou em cada um dos concorrentes apelidos jocosos, esteve envolvido em uma discussão com José Luiz Datena, que resultou em uma cadeirada em um debate, e foi figura central no episódio em que um de seus assessores socou o marqueteiro de Ricardo Nunes em um dos encontros.

Na disputa evidente, Boulos tenta se manter mesmo sem conseguir repetir na capital a votação que seu principal padrinho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obteve na disputa de 2022. Especialmente na periferia, o voto lulista e petista não foi convertido automaticamente para o candidato do PSOL, que, mesmo se mantendo regular, não chegou ao embate com tranquilidade de que garantirá uma vaga no segundo turno. 


Correndo o risco de um revés sobre a última disputa, quando perdeu no segundo turno para Bruno Covas (PSDB), Boulos terminaria a campanha menor do que entrou se, desta vez, ficar ainda na etapa inicial, mesmo com apoio formal do PT, com bom tempo de TV e parcela relevante de fundo partidário.


Enquanto isso, os outros candidatos não chegaram a ser ameaças para os três primeiros durante a campanha. Com exito, Tabata Amaral (PSB) oscilou positivamente nesta reta final da campanha e, ao que aparenta, acumulou um ativo para sair maior do que entrou, em uma campanha onde sofreu sem conseguir formar alianças e com pouco tempo de midia. 


Para José Luiz Datena (PSDB), que foi enfraquecido no decorrer da campanha, e Marina Helena (Novo), que nunca expôs vitalidade para a disputa com chance, a campanha serviu de ensinamento para os próximos pleitos. 

Classificação Indicativa: Livre


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