Política
Publicado em 31/05/2024, às 11h18 Reprodução / Redes Sociais Cadastrado por Lucas Pacheco
Mesmo com a condenação do ex-presidente americano Donald Trump, pelo júri de um Tribunal de Nova York, em 34 acusações criminais, grandes empresários de Wall Street, principalmente os bilionários, reafirmaram apoio ao republicano na disputa presidencial de novembro. Entretanto, esse apoio já havia sido pactuado antes mesmo desta quinta-feira (31), quando Trump foi julgado.
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O grupo inclui apoiadores antigos de Donald Trump, mas também alguns mais reticentes, aliados circunstanciais, o que demonstra que o ex-presidente segue aglutinando forças importantes para sua campanha eleitoral. Inclusive empresários que soltaram a mão de Trump após a invasão do capitólio, em 2021, agora retornaram para seu grupo.
Mas esse apoio irrestrito não é porque eles acreditam que Trump seja honesto ou inocente ou a melhor opção para a presidência, mas sim pelo ex-mandatário prometer, se voltar ao cargo, cortar impostos para os ricos e eliminar regulamentações. Exatamente o oposto do que promete o atual presidente democrata, Joe Biden.
Um dos bilionários mais fiés ao republicano, Omeed Malik, presidente da 1789 Capital, disse ao jornal O Globo que "Este veredicto terá menos que zero impacto no meu apoio". Segundo ele, o julgamento foi subornado por inteiro.
Nesta mesma linha, o governador da Flória, Ron DeSantis, postou no X (antigo Twitter) que os promotores de Manhattan, o juiz e o júri estavam a serviço de objetivos políticos.
A apenas cinco meses das eleições, as promessas do ex-presidente estão conquistando os executivos. Também ao jornal O Globo, um outro magnata, desta vez Dan Lufkin, cofundador do banco de investimentos Donaldson, Lufkin & Jenrette, e que no início das prévias do Partido Republicano apoiou a ex-governadora da Carolina do Sul, Nikki Haley, como candidata a presidente pela legenda, disse que "Wall Street nunca foi conhecida por seu caráter e valores elevados". E emendou: "Existe vontade de apoiar Trump se parecer que ele está no caminho certo? Sim. Não tenho orgulho disso e também não faço parte disso".
Vale lembrar que a condenação criminal não impede o ex-presidente de concorrer novamente à presidência dos Estados Unidos. Aliás, sua campanha, até abril, arrecadou US$ 25 milhões (R$ 130 milhões) a mais do que a de Biden. E visando mais dinheiro, logo após tomar conhecimento da condenação, a equipe de campanha de Trump disparou um e-mail de arrecadação de fundos chamando o ex-presidente de “prisioneiro político” e perguntando se “Será este o fim da América?”.
Para além do dinheiro, alguns apoiadores de Trump em Wall Street, entretanto, dizem, de forma reservada, que a tolerância crescente ao antissemitismo entre os Democratas progressistas o fazem desembarcar na campanha do republicano. Eles citam como exemplo o ataque do Hamas a Israel. Outros dois motivos também são a visão negativa do capitalismo que esses progressistas partidários de Biden tem e que o atual presidente seria velho demais para continuar como presidente, já que tem 81 anos. Porém, Trump não está muito atrás, já que tem 77 anos.
Já na linha contrária, Whitney Tilson, que comandava a Kase Capital Management, um fundo de hedge de mais de R$ 1 bilhão disse ao O Globo se sentir perplexa com esse comportamento de alguns colegas bilionários, já que a economia americana tem verificado contínuos máximos dos mercados, baixo desemprego e crescentes lucros empresariais.