Política

Após condenação no STF, Zambelli diz está sendo vítima de “perseguição política”

Zambelli e o hacker Walter Delgatti são acusados de inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um mandado de prisão falso.  |  Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Publicado em 10/05/2025, às 12h34 - Atualizado às 12h34   Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados   Cadastrado por Daniel Serrano

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) usou as redes sociais para criticar a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) em condená-la a dez anos de prisão e perda de mandato pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Em seu perfil no X (antigo Twitter), Zambelli disse que está sendo alvo de "perseguição política" pela sua “postura firme, minha voz ativa e minha defesa inabalável dos valores conservadores que represento".

"Estou sendo vítima de uma perseguição política que atenta não apenas contra minha honra pessoal, mas também contra os princípios mais elementares do Estado de Direito. O que está em julgamento não são ações concretas, mas minha postura firme, minha voz ativa e minha defesa inabalável dos valores conservadores que represento", escreveu a deputada.

NOTA DA DEPUTADA CARLA ZAMBELLI A RESPEITO DE SEU JULGAMENTO NO STF

Em respeito à população brasileira e à confiança que quase 1 milhão de eleitores depositaram em mim, venho expressar meu mais profundo sentimento de inconformismo diante do voto proferido pelo ministro Alexandre… pic.twitter.com/GaZsWfQtRk

— Carla Zambelli (@Zambelli2210) May 9, 2025

O julgamento teve início na sexta-feira (9) e deve durar até o dia 16. Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin seguiram o voto do relator, Alexandre de Moraes, pela prisão da deputada. Os magistrados também ainda votaram para a aplicação de uma multa, a perda do mandato parlamentar e inelegibilidade. Luiz Fux e Cármen Lúcia ainda não votaram.

Além de Zambelli, a ação penal inclui o hacker Walter Delgatti, que foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão em regime inicialmente fechado e pagamento de multa. Ele já cumpre prisão preventiva.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Zambelli e Delgatti são responsáveis por elaborarem e incluírem diversos documentos falsos no sistema do CNJ, como um mandado de prisão falso contra Moraes. 

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