Política

Após dois anos à frente de grandes processos no STF, Flávio Dino lamenta: “não posso me defender”

Ministro Flávio Dino fez balanço público dos seus dois anos no STF  |  Reprodução / Redes sociais

Publicado em 22/02/2026, às 12h31   Reprodução / Redes sociais   Vagner Ferreira

Dois anos após assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino fez um balanço público da trajetória na Corte. A data foi lembrada neste domingo (22), em publicação nas redes sociais.

À frente de processos de grande repercussão, como as ações que discutem a legalidade das emendas parlamentares associadas ao chamado orçamento secreto e medidas que tratam dos chamados “penduricalhos” no serviço público, o magistrado tem sido figura central em debates que envolvem a destinação de recursos e a transparência nos Três Poderes.

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Na mensagem, Dino destacou que atua na vida pública desde 1989 e afirmou que, mesmo após décadas de experiência, continua aprendendo diariamente com colegas da magistratura e demais profissionais do Direito. Ele também agradeceu pelas parcerias construídas ao longo do período.

Segundo o ministro, entre as prioridades nesses dois anos de atuação no STF estão a defesa dos direitos sociais previstos na Constituição e a fiscalização responsável da aplicação do dinheiro público.

Apesar do tom de celebração, Dino também apontou um ponto negativo. “A única nota de lamento deriva de um ônus próprio da função de juiz: diferente do que sempre fiz, não posso me defender, no debate público, das agressões e mentiras, lastreadas, por exemplo, em frases que jamais proferi”, disse o ministro.

Ainda assim, reforçou que o compromisso com o serviço público se sobrepõe a qualquer desgaste. “Permanecerei sempre fiel ao trabalho para concretizar o Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mateus 5,6)”, continuou.

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