Política
Publicado em 03/08/2026, às 18h50 - Atualizado às 18h51 Daniel Serrano
A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) comemorou, nesta segunda-feira (3), a confirmação de seu nome como segunda suplente do senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) para as eleições deste ano. A declaração foi feita durante a sessão que marcou a retomada dos trabalhos legislativos da Câmara Municipal de Salvador (CMS) após o recesso parlamentar.
De acordo com Aladilce, a participação na chapa representa uma oportunidade de ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres e aos desafios enfrentados por Salvador.
"Nós temos que falar sobre as nossas dores, os nossos problemas, as nossas questões. Eu estou muito animada também pelo fato de ser vereadora de uma cidade que tem 54,3% de mulheres, portanto, a capital mais feminina do Brasil. Eu acho que a capital do Estado precisava estar nessa chapa, ainda que na suplência. Na suplência, a gente aproveita para fazer o debate e contaminar, inclusive, o debate de todo mundo sobre essas questões, tanto das mulheres como de Salvador", afirmou.
Aladilce destacou que, embora a disputa seja nacional, os efeitos das decisões tomadas em Brasília impactam diretamente os municípios.
"É uma eleição nacional, mas as decisões políticas nacionais se realizam no município. Então, a gente vai ter que saber fazer a relação do global, do nacional com o local", disse.
A vereadora também defendeu a necessidade de avanços em áreas consideradas prioritárias para Salvador, como educação, saúde, mobilidade urbana e políticas voltadas às mulheres.
"Salvador está precisando avançar muito em todas as políticas públicas que sustentam a vida das pessoas: na educação, na saúde, no tratamento às mulheres. Nós temos aí o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), que deveria ter sido revisto e aprovado há dois anos, mas foi empurrado pela prefeitura. Vamos ter que debater todas essas questões durante a campanha", declarou.
"Salvador precisa debater a questão da mobilidade. Nós precisamos aproveitar os recursos do PAC para fortalecer o nosso sistema de mobilidade. Aqui na cidade, o que a prefeitura tem oferecido é aumento de tarifa, retirada de ônibus e as pessoas sofrem muito com essa situação", acrescentou.
Na área da educação, a parlamentar criticou a condução das obras na rede municipal de ensino.
"Na educação, é uma tragédia o que nós estamos vivendo. A prefeitura está destruindo a rede pública educacional. Basta ver o número de escolas em reforma, com obras atrasadas ou paradas há três, quatro e até cinco anos, enquanto as crianças estudam em instalações provisórias e inadequadas", disse.
Por fim, a vereadora afirmou que o período eleitoral deve servir para discutir projetos políticos voltados à melhoria da qualidade de vida da população.
"O momento da eleição é o momento de passar a limpo os projetos políticos de poder. Nós ocupamos esses cargos para servir à população e melhorar a vida das pessoas", concluiu.
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