Política

Após EUA, Eduardo Bolsonaro pressiona Europa por sanções contra autoridades brasileiras

Durante live, Eduardo Bolsonaro expressa preocupações sobre o STF e sugere sanções contra ministros, incluindo Alexandre de Moraes.  |  Reprodução

Publicado em 02/08/2025, às 15h49 - Atualizado às 15h49   Reprodução   Daniel Serrano

Morando nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que já começou a se articular para que a União Europeia também imponha sanções contra autoridades brasileiras. 

Durante live para o canal Conversa Timeline, realizado nesta sexta-feira (1º), Eduardo Bolsonaro não mencionou o nome dos alvos das sanções europeias. No entanto, ele sinalizou que as punições teriam como alvo principal o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 

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“Vou te falar, estão começando a ser feitas as tratativas para levar essas sanções para a União Europeia. E aí? Até onde a gente vai com isso tudo? Eu não quero dobrar essa aposta, eu não sou um moleque que está ameaçando. Sou uma pessoa que está há muito tempo, desde a tribuna da Câmara dos Deputados, falando: Vai dar merda”, disse Eduardo Bolsonaro .

O deputado ainda questionou se Moraes conseguiria andar sem segurança e levantou dúvidas sobre a atuação do STF no julgamento da trama golpista, que tem como principal réu o pai do deputado federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Qual é a diferença entre você ser condenado semana que vem e daqui a duas ou três semanas? Qual é a diferença entre você ser condenado a 40 anos de cadeia e 400 anos? E aí, STF? O que que vai acontecer? Vocês vão jogar o meu pai em um calabouço imundo, torcendo pela morte dele ou, talvez, até encomendando a morte dele. Bolsonaro vai morrer, vamos dizer? Como vai ficar a vida de vocês aqui na terra?”, afirmou.

Punições dos EUA contra o Brasil 

A primeira sanção dos EUA ao Brasil é a  tarifa de 50% para exportações do Brasil, anunciada no dia 9 de julho, assinada na última quarta-feira (30). O presidente norte-americano Donald Trump justificou a taxação por  uma "emergência nacional" com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA). Além disso, a Casa Branca cita uma suposta perseguição política, intimidação, censura e processos contra Bolsonaro e seus apoiadores.

Em seguida, Trump impôs sanções a ministros do STF, com a suspensão do visto americano de oito membros da Corte brasileira. O principal alvo é Alexandre de Moraes. Na quarta-feira (30/7), o governo Trump aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro. O nome do magistrado aparece no sistema do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, que administra e aplica programas de sanções.

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